“Tertúlia da Liberdade” marcou as comemorações dos 40 anos do 25 de Abril de 1974, que decorreu na noite de 23 de abril, na sede do Partido Socialista da Trofa, no Edifício Nova Trofa.

“Portas que Abril abriu”, de Ary dos Santos, foi um dos textos declamados por António Sousa, acompanhado por Ivo Machado, inserido na iniciativa “Tertúlia da Liberdade – Tertúlia, Reflexão e Música”, que a Comissão Política Concelhia do Partido Socialista da Trofa dinamizou na noite de 23 de abril, no âmbito das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril de 1974.

Na iniciativa que evocou a Revolução dos Cravos e juntou “dezenas de trofenses”, Marco Ferreira, líder do PS Trofa, declarou que este foi um “evento simples e intimista” e uma “tradição”, em que o “PS Trofa não se pode alhear desta data histórica”.

O dirigente socialista recordou que o poder local foi uma “conquista de abril”, mas que hoje é “violentamente atacado pelo atual governo”, através da redução da autonomia das autarquias, sendo o poder local “um dos que melhor usa os recursos ao seu dispor”.
Marco Ferreira não esqueceu a extinção de freguesias, um dos melhores exemplos de um “atentado à democracia de proximidade”, nem como “as promessas não cumpridas pelos políticos como um problema para a democracia”. “É urgente credibilizar e humanizar a política. Melhorar a imagem dos políticos e nós somos agentes dessa mudança, aqui na Trofa”, frisou.

O presidente da Comissão Política Concelhia do PS Trofa referiu-se ainda ao caso concreto do concelho da Trofa para defender a necessidade de “lutar por um maior amadurecimento da democracia”. “A campanha para as últimas eleições não foi um bom exemplo democrático por parte dos nossos adversários. Não contarão com o PS para uma política de insinuações, nem de panfletos anónimos”, recordou, prometendo “uma postura democraticamente séria e condizente com os valores” do partido.

Marco Ferreira adiantou estar ainda “preocupado com o que parece ser uma política de perseguições desta Câmara Municipal a tudo o que é socialista, seja dentro da própria autarquia ou nas associações”, esperando que “não se voltem aos tempos da caça-ao-socialista”. “Por isso, falar e lutar por Abril faz todo o sentido na Trofa. Falamos de coração aberto e de cravo no peito, defendendo e lutando pelos valores de Abril”, garantiu.