A 3ª edição da Rota Arte Sacra, que se realizou na manhã de domingo, 27 de abril, contou com dois percursos: um de 20 e outro de 40 quilómetros.

José Malheiro repetiu o feito do ano passado ao vencer a Rota Arte Sacra, que decorreu no Vale do Coronado, completando o percurso de 40 quilómetros numa hora, 57 minutos e 23 segundos. Para o betetista o percurso deste ano foi “muito bom”, considerando que foi “maior e mais dura”. “Estava bom, bem organizado e bem marcado. Foi um bocadinho duro, mas estava muito bom, acho que estão (organização) de parabéns”, declarou.

Já na prova de 20 quilómetros, o vencedor foi o mamedense Alvarim Oliveira com o tempo de uma hora, 22 minutos e 26 segundos. Segundo o betetista, que fez “o reconhecimento da prova em dois dias”, esta “era acessível e tinha duas ou três subidas muito boas”, tendo sido “especial” ganhar na terra, estando “muito contente”. “A prova era ligeiramente diferente da do ano passado, até porque tinha dois percursos e o ano passado tinha só um. Este ano, também fruto da experiência das pessoas, estava mais bem conseguida. Foi uma prova melhor e gostei mais, foi muito bom”, evidenciou.

Numa prova onde participaram mais de cem homens, havia uma mulher, que conseguiu terminar a prova de 40 quilómetros, em três horas, 16 minutos e nove segundos. Como “gosta muito de fazer BTT”, Diana Ferreira aproveitou o facto de “não” ter sido “inscrita numa prova em Esposende” para participar na Rota Arte Sacra, depois de ter sido “incentivada” pelos seus colegas. Quanto ao percurso achou “muito bem” e que se faz “bem” mas com “sacrifício”. O percurso de 40 quilómetros, assegura, “não é para todos”, mas “nas calmas” e com “o incentivo de toda a gente faz-se”. No “meio dos homens” Diana “não” se sentiu “mal”, mas acredita que “se tivesse mais mulheres se calhar esforçava-se mais um bocadinho”.

A 3ª edição da Rota Arte Sacra foi organizada pela Associação de Pais (AP) da Escola Básica e Jardim de Infância de Feira Nova, com o apoio da Junta de Freguesia de Coronado, que este ano decidiu introduzir duas “novidades” na prova: “Uma prova mais longa de 40 quilómetros e uma mais curta de 20”. As novidades surgiram devido a “reclamações” que surgiram “o ano passado”, em que houve betetitas que reclamaram de serem “poucos quilómetros e outros que diziam ser muitos”. Já este ano, André Ribeiro, vice-presidente da AP da EB1/JI de Feira Nova, denotou que tem recebido feedback positivo, em que “os primeiros dizem que está muito bom e os outros dizem que é um bocadinho dura”, o que considera ser “normal para quem não está habituado”.

O vice-presidente referiu ainda que “uma percentagem dos fundos angariados vão reverter para o Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto e o resto será para a AP”.

Também José Ferreira, presidente da Junta de Freguesia do Coronado, fez um balanço “francamente positivo”, acreditando que esta é “uma daquelas iniciativas que realmente tem a capacidade para evoluir”. Este ano, a prova foi “ampliada à freguesia de S. Romão”, aproveitando o “espaço maravilhoso adjacente à sede da Junta”, que foi ainda aproveitando para ser palco de uma aula de zumba, enquanto decorria a prova. “A AP da EB1/JI de Feira Nova está de parabéns por ter conseguido trazer e captar mais de uma centena de atletas. A Junta associou-se e tem muito gosto em apoiar este tipo de iniciativas”, asseverou, salientando que, este ano, a iniciativa teve “uma motivação solidária”, com “parte da receita a reverter para o IPO do Porto”.