Um incêndio, na empresa Gamor, em Santiago de Bougado, destruiu um barco de recreio. Polícia Judiciária está a investigar.

Um barco completamente destruído pelas chamas e vestígios de um crime que não terá sido completamente consumado. Este foi o cenário encontrado pelos responsáveis da empresa Gamor, localizada na Rua da Ribeira, em Santiago de Bougado, na manhã desta quarta-feira. Às 7.30 horas, “o mecânico da empresa” deparou-se com vários vestígios que sustentam a tese de fogo posto: duas vasilhas de 25 litros serviram para transportar e espalhar gasolina, que estava concentrada no exterior da fábrica, mas que também foi atirada para dentro do edifício, através da abertura entre o chão e um dos portões que davam acesso à empresa.

O NT apurou que no espaço proliferavam folhas de papel higiénico que serviriam como “rastilho” para incendiar a fábrica. Porém, só o barco de recreio foi consumido pelas chamas. O acesso à empresa, que tem novos proprietários há cerca de um ano, terá sido feito através de uma fenda existente na rede de vedação. A GNR esteve no local, mas o caso está soba alçada da Polícia Judiciária.

“Um ato de meia dúzia de energúmenos que não têm nada para fazer e que vivem do rendimento mínimo”. A frase saiu em jeito de desabafo de uma fonte da empresa têxtil, sediada na Rua da Ribeira, em Cidai, Santiago de Bougado. Desconhecendo quem possa ter sido o autor deste crime, a mesma fonte salienta o facto de os responsáveis da empresa só terem a lamentar a destruição do barco e não verem o negócio estragado. “Desde que os sindicatos entraram aqui que não temos tido sossego”, referiu, acrescentando que “só pensam em fundos de desemprego e rendimentos mínimos”. “A Trofa tem um grave problema educacional que precisa de ser rapidamente resolvido”, acrescentou.

A mesma fonte afirmou ainda que, “segundo as autoridades, o papel higiénico espalhado serviu para assustar”, intenção que, a confirmar-se, não foi bem sucedida: “A mim pouco ou nada me assustou”.

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