Trofense apanhou dois homens a assaltar a sua casa e conseguiu deter um deles até à chegada das autoridades. Homem detido já saiu em liberdade.

Ao chegar a casa, cerca das 17.30 horas de domingo, dia 14, com a esposa e a filha de 15 meses, José Monteiro deparou-se com um cenário invulgar. A porta do seu apartamento, num prédio da Rua Armindo Costa Azevedo Júnior, estava aberta e no interior da habitação estavam dois homens. “Perguntei-lhes o que estavam ali a fazer e eles tentaram pôr-se em fuga”, contou.

Passados os momentos de “espanto”, em que José Monteiro até olhou “para a porta” a confirmar seria “mesmo” a sua casa, o sangue frio voltou e este trofense tentou “agarrar os dois”: “Acertei num deles, mas depois também fui socorrer a minha mulher”. “Conseguimos agarrar um deles, no entanto o outro conseguiu descer e fugir, mesmo estando ferido”, acrescentou, sem esconder que “

“não foi fácil”. “A sorte foi que os assaltantes não tinham armas”. Os dois homens “não conseguiram roubar nada”, pois o proprietário do apartamento chegou “numa fase inicial”: “eles tinham estado no café, onde pediram uma água, e entre isso e a minha mulher descer para pedir auxílio não devem ter passado mais de oito minutos”, recordou.

Recorrendo à “força física”, José Monteiro conseguiu deter um dos homens, de nacionalidade cubana. Com a ajuda do proprietário de um café existente no prédio, manteve o assaltante em casa até à chegada da GNR da Trofa.

A única coisa que o larápio acabou por levar na fuga foi “um par de meias” de José Monteiro, que acredita terem servido para “agarrar os objetos sem deixar impressões digitais”.

Na fuga, o assaltante ainda terá perdido “um chinelo nas escadas do prédio”, qual Cinderela depois do baile. Segundo José Monteiro, “há informações que mais tarde a polícia não apanhou o homem que fugiu por poucos minutos, porque ele entrou num comboio para Ermesinde”.

O homem detido foi ouvido em tribunal, na terça-feira, dia 16 de agosto, tendo o juiz determinado como medida de coação a apresentação periódica no posto de Vila Nova de Gaia. “O homem é cubano e não tem identificação, por isso há um imbróglio muito grande. Já foi preso três vezes e no tribunal instalou-se muita confusão. Chegaram mesmo a dizer que não podiam julgá-lo ou interrogá-lo se não tivesse identificação. Eu até disse que se fosse preciso ficava e ele ia embora porque eu tenho identificação”, ironizou José Monteiro. O alegado cubano, uma vez que Cuba não lhe reconhece a nacionalidade (fugiu da ilha de Cuba), tem no cadastro “dois assaltos à mão armada e uma tentativa de homicídio”.

O cubano, de 56 anos, estaria há 25 a viver ilegalmente em Portugal, tendo mesmo conseguido completar um curso de Educação e Formação de Adultos, num estabelecimento de ensino em Matosinhos, ao abrigo do Programa Novas Oportunidades.

A porta de entrada do apartamento “não tinha sinais de ter sido arrombada”. “Ainda não temos a certeza de como entraram dentro do prédio e do apartamento”, afirmou. Depois deste episódio, José Monteiro vai “mudar a fechadura” e no prédio as medidas de segurança também vão ser “reforçadas”.

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