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Cândido Fernandes Pinheiro é um dos fundadores e benfeitor da corporação de Bombeiros Voluntários da Trofa na década de 70. Fez peditórios para a compra da primeira ambulância, lutou pela aprovação dos estatutos da corporação.

“Foi no principio dos anos 70, em frente ao café Miranda”, que nasceu a ideia para a criação dos Bombeiros Voluntários da Trofa. Cândido Fernandes Pinheiro, em entrevista exclusiva ao NT, lembrou o incidente que levou um grupo de 10 homens a lutar pela criação da corporação: “Houve ali um grande acidente, tinha uma vala para passar a electricidade e um senhor foi atropelado e caiu nessa vala, enquanto tiramos o homem e chamamos os Bombeiros de Santo Tirso, entretanto eles chegaram o homem já estava morto”.

Depois de vários peditórios, porta a porta, os 10 entusiastas conseguiram dinheiro suficiente para comprar uma ambulância. O problema é que para a poderem utilizar teriam de ser aprovados os Estatutos da corporação. “Pedimos ao Professor Napoleão Sousa Marques para nos fazer os estatutos e foram sempre reprovados. Verificamos o processo no Governo Civil e soubemos que a Câmara de Santo Tirso dizia que a Trofa que não precisava de uma ambulância, que estava bem servida pelos bombeiros de Santo Tirso”, contou.

Com a ajuda de Eurico Ferreira, “que pôs o processo em andamento”, concretizaram o “sonho”. “Tivemos um comandante que vinha dos Bombeiros de Valongo que nos veio ajudar, esteve ai uns anos e assim começamos com muitas dificuldades, junto à estação, só com uma ambulância e um carro de Bombeiros usado, emprestado pelos Bombeiros de Valongo”, explicou.

João Silva, Comandante do quadro de honra, foi um dos primeiros membros da corporação, que de acordo com Cândido Pinheiro “trabalhava 24 horas por dia nos Bombeiros”. “Depois convidamos o engenheiro Amadeu para presidente e ele aceitou”, acrescentou.

Cândido Pinheiro, garante que já foi “condecorado com todos os graus e mais alguns”, porque diz ter-se “dedicado de alma e coração aos bombeiros”.

Para o benfeitor, os mais de 180 homens e mulheres voluntários “estão a trabalhar muito bem”, por isso “merecem o apoio dos trofenses”. “As pessoas da Trofa têm colaborado e respeitado os bombeiros.