O secretário de Estado do Emprego, Octávio de Oliveira, esteve de visita à Associação Empresarial do Baixo Ave (AEBA), para uma reunião de trabalho sobre as necessidades das empresas associadas e do tecido económico do Vale do Ave.
No final da reunião, de mais de uma hora, Octávio de Oliveira adiantou ao NT que estiveram “a passar em revista um conjunto de intervenções que a associação desenvolve”, assim como “um conjunto de necessidades que as empresas associadas e o tecido económico desta região suscita em matéria de emprego e formação profissional”. “Ficou estabelecido que nas próximas semanas, a AEBA e o Instituto de Emprego vão trabalhar no sentido de definir um plano e um conjunto de intervenções que possamos vir a desenvolver nesta região, no sentido de apoiar as empresas, os recursos humanos, a qualificação profissional para de alguma forma ir ao encontro de algumas necessidades que são manifestadas pelas empresas”, enumerou.
O secretário de Estado denotou que “hoje temos uma situação de emprego no Vale do Ave que é melhor do que era há um ano ou há dois anos”, o que significa que o país está no “melhor caminho no sentido de menos desemprego, melhor emprego”. “Neste momento as empresas têm algumas intenções de investimento, de criar postos de trabalho, mas precisam que as pessoas que venham a admitir tenham as qualificações e as competências que ajudem à sua produtividade e à sua competitividade”, concluiu.
O presidente da AEBA, José Manuel Fernandes, explicou que esta reunião de trabalho surgiu com a pretensão de “valorizar, o mais possível, os recursos”. Através do Instituto de Emprego e de Formação Profissional, os responsáveis analisaram de que forma podem fazer “chegar às empresas os apoios” para que tenham “ganhos de produtividade e de competitividade”. José Manuel Fernandes asseverou que vai ser formado “um grupo de trabalho, que vai ter a componente da AEBA mais a componente do Instituto do Emprego”, no qual vão “trabalhar um plano de ação muito bem definido, mas muito orientado, de uma forma produtiva, simples e eficiente, para ajudar as empresas e na criação de trabalho”. “Hoje, a atividade empresarial não é entrar matéria-prima e sair produto acabado, pelo meio temos que saber acrescentar conhecimento, acrescentar valor, gerar riqueza para o país, para a região e para as pessoas. Isso faz-se na base do conhecimento e não é possível fazer isto se não tivermos pessoas preparadas, qualificadas e com competências para assumir esses ganhos de produtividade e fazer a diferenciação”, mencionou.
José Manuel Fernandes salientou que, “felizmente, há sinais na região de crescimento de emprego”. Apesar de “não ter conhecimento de empresas novas”, o presidente da AEBA enumerou que “a nível de micro e pequenas empresas há projetos novos” e que “a nível de empresas de média e grande dimensão sabe que há investimentos em curso e que passam pela criação de postos de trabalho”. “Neste momento, sofremos um reajuste que houve da economia. Infelizmente perdemos empresas que estavam em setores estratégicos e que estão hoje com taxas de crescimento. O concelho da Trofa perdeu até empresas na área da metalomecânica e dos bens do equipamento, o que é extremamente gravoso, mas temos aí desafios bastante interessantes e sabemos que poderemos estar na fase de inversão completa do desemprego. O número de desemprego que temos na região cifrava na ordem dos 14 por cento e neste momento deve estar em regressão”, adiantou.