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Ano 2008

Teatro em exposição na Casa da Cultura

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Implantar as artes no dia-a-dia do cidadão é um dos objectivos da exposição "o que é o teatro?" que inaugurou na passada quinta-feira na Casa da Cultura da Trofa. À exposição, seguiu-se uma tertúlia onde foram deixadas algumas sugestões a António Pontes, vereador da Cultura da autarquia local que prometeu para breve um novo espaço para que se possa desenvolver esta e outras actividades.

   Porque "o teatro é palpitante", a Casa da Cultura da Trofa viveu mais uma noite dedicada às artes. No dia em que se comemorou o dia Mundial do Teatro, foi inaugurada em diversos concelhos do país a exposição "O que é o Teatro?". Além da exposição a Trofa recebeu também alguns actores como Mário Moutinho, Catarina Martins e Jorge Mota que participaram mais tarde numa tertúlia dedicada ao Teatro.

O que é o teatro?, o teatro e theatron, entre o ritual e o teatro, o teatro na festa , cenas de teatro, o tempo no teatro, as palavras do teatro, o actor no coração do teatro, o público: um parceiro imprescindível, quem paga o teatro?, teatro e as outras artes, teatro e tecnologia, lugares do teatro na sociedade, são os temas que guiam esta exposição que estará patente até dia cinco de Abril.

Estes temas guiaram também a conversa da tertúlia, onde para além dos actores, participaram o vereador da Cultura António Pontes, o Grupo de Jovens de Covelas e alguns trofenses.

"A magia continua", disse Mário Moutinho, referindo que a adopção das novas tecnologias no teatro, e "a ligação das diversas artes será o futuro do teatro".

Várias histórias surgiram ao longo das conversas: peripécias em cena, as brancas, a falha de luz, a ligação com o público. Os actores partilharam ainda que com a existência de "uma partitura rigorosa, o nosso desempenho nem sempre é igual", explicou Jorge Mota, porque "o público muitas vezes dá-nos alento".

Para Mário Moutinho "todos os dias o público é diferente" e é isso que condiciona a actuação do actor e "é terrível quando não conseguimos ouvir o público" afirmou.

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Catarina Martins vê o teatro como "um espaço de partilha, uma forma óptima de estarmos uns com os outros, a fazer uma coisa que nos dá prazer", afirmou.

Ao longo da tertúlia foram ainda deixadas algumas sugestões como a inserção nas escolas da Trofa de uma disciplina que despertasse o gosto pelo teatro e a criação de infra-estruturas onde possam ser apresentados os trabalhos dos trofenses que gostam de representar.

À margem das comemorações do Dia Mundial do Teatro na Trofa, António Pontes, vereador do pelouro da Cultura, fez um balanço positivo das iniciativas levadas a cabo na Casa da Cultura e prometeu considerar a implementação do teatro na educação, lembrando que em breve a Trofa terá infra-estruturas que possam albergar iniciativas ligadas à arte. "O aspecto das infra-estruturas é também um aspecto importante mas não é determinante, agora se trabalharmos a parte substantiva, se criarmos grupos, tivermos públicos, naturalmente que o espaço aparecerá e vai aparecer e não muito distante da data de hoje", afirmou.

No que diz respeito à integração do teatro no edifício educativo, António Pontes diz já existir referiu apenas a necessidade de o fazer de "uma maneira mais formal". "Penso que era interessante numa primeira fase trazê-lo a título de experiência. Se a câmara vir que houve adesão, se constatar que os alunos gostaram e se desenvolveram outras capacidades com essa actividade, podemos então repercuti-la nas outras escolas e nesta relação que a Câmara tem com os agrupamentos podemos ter a certeza de que na preparação do próximo ano lectivo vamos colocar essa ideia em cima da mesa", concluiu.

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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