Gama, Salvador de Lagutrop" encheu salão paroquial de Alvarelhos

Cerca de quatro centenas de pessoas marcaram presença no salão paroquial de Alvarelhos para assistir ao espectáculo organizado pelo Alvadance.

   "Gama, Salvador de Lagutrop" é o nome da última iniciativa promovida pelo Alvadance, grupo de dança criado por Sílvia Cruz, que completou três anos no início do mês.

A peça realizada no passado sábado, no salão paroquial de Alvarelhos, Trofa, conjugou o teatro e a dança e foi inteiramente organizada pela professora, que explicou ao NT como surgiu a oportunidade de levar a palco a peça: "depois de termos apresentado o nosso primeiro grande espectáculo ‘Hip Hop, sabes o que é?', pensei que podíamos alcançar novos estilos de dança, que não só o hip hop, e talvez delimitar as nossas representações. A ideia de uma peça teatral veio daí. Queríamos apresentar algo diferente e queria um bom método para poder mostrar coreografias com movimentos de outros países e outras tradições".

Quanto à peça, que envolveu as três turmas do Alvadance (Kidz, Teen e One) e contou com a presença de 400 espectadores, retratava um planeta feliz, Lagutrop, que tinha Sebastião como rei. Saris, uma criada do rei apaixonou-se por mas depois de ser rejeitada assassinou o rei e a sua amada e lançou uma maldição planeta, tornando escuro, triste e vazio. Gama, habitante do planeta, foi então incumbido de descobrir uma cura, viajando pelos demais planetas, onde foi confrontado por vários estilos de dança diferentes. A peça contou com dança do ventre, danças típicas do Brasil, Japão e Portugal, o último com uma demonstração de fado e de rancho, representado pelo Rancho Folclórico de São Pedro de Avioso. Os alunos apresentaram também uma coreografia de house, dança jazz, contemporânea e uma mistura de danças urbanas.

Para a realização desta iniciativa Sílvia Cruz não contou com nenhum apoio financeiro, apenas da cooperação de familiares, que ajudaram na construção de cenários, organização da iluminação e montagem do palco. Já os alunos encarregaram-se da confecção do guarda-roupa.

Depois de um projecto que demorou cerca de meio ano a organizar, o Alvadance vai fazer uma pausa. "Como somos todos estudantes, vamos agarrar-nos aos livros e acabar o nosso ano lectivo até surgir um novo projecto. Talvez uma nova iniciativa para meados do Verão. Contudo, os One, uma das turmas, já têm competições marcadas e temos exibições agendadas até final de Agosto", referiu a professora.

 

Alvadance: uma brincadeira que se tornou num projecto cimentado

Com três anos o Alvadance começou "com uma simples brincadeira. Comecei a receber alguns jovens em casa que queriam aprender a dançar, e depois, o grupo começou a alargar. Entrei em acordo com o Academia Corpos (ginásio em Cidoi) e fui dar aulas para lá. Fizemos, no dia 8 de Março, 3 anos e já temos em curriculum de mais de 15 actuações", confessou.

Ao seu primeiro grande espectáculo intitulado "Hip Hop, sabes o que é?", que juntou 500 espectadores, seguiram-se "Primeiro encontro de danças Urbanas em Alvarelhos", no passado dia 22 de Fevereiro e "Gama, Salvador de Lagutrop".

O grupo de dança participou ainda em romarias como o São João (Guidões), Festa de São Roque (Alvarelhos), festas de danças urbanas na Trofa e na Póvoa de Varzim, um festival em Vila Nova de Famalicão, tal como no Lago Discount e em festas de caridade.

O Alvadance tem três turmas: os Kidz (8-12 anos), os Teen (12-15 anos) e os One (15 – 18 anos).

Em jeito de conclusão Sílvia Cruz aproveitou para destacar a importância do apoio da família, "espectadores assíduos" e agradecer a Edgar Santos, que surpreendeu o grupo no fim do espectáculo de sábado, com a atribuição de 500 euros para o desenvolvimento do projecto. "Agradeço também ao O Noticias da Trofa, porque sempre esteve e continua a estar atento às novas iniciativas. E, o ano passado, com a reportagem que nos fez em Maio, contribuiu muito para mais chamadas para algumas festas", concluiu.