A Bouça das Vacas foi o local de acampamento da Taça Itinerante, protagonizada, de 19 a 20 de maio, pelo Núcleo da FNA de S. Martinho de Bougado.

Para que houvesse um “maior convívio entre todos os participantes dos núcleos”, a Fraternidade Nuno Álvares (FNA), da Direção Regional do Escutismo do Porto, tem protagonizado, ao longo dos anos, a Taça Itinerante. Como o próprio nome indica, esta é uma festa, que todos os anos é organizada por um núcleo diferente da região. Este ano, calhou ao Núcleo de S. Martinho de Bougado a sua realização. Uma decisão de Jorge Carvalho, chefe da Junta Regional da FNA do Porto, que, há dois anos, quando ainda era membro da direção, tinha sugerido em reunião, por este núcleo celebrar, este ano, os seus 50 anos de existência, tendo sido criado em novembro de 1962.

Foi desta forma que a Bouça das Vacas, junto ao quartel dos Bombeiros Voluntários da Trofa recebeu, durante os dias 19 e 20 de maio, a Taça Itinerante. Quando Jorge Carvalho assumiu, em janeiro, a Direção Regional do Porto, estava “descansado” quanto à realização desta atividade, pois sabia que estava entregue a um núcleo que tudo iria fazer para ser um “sucesso”. “Felizmente correu como desejávamos. Teve a maior participação de sempre, que temos registos, não em maior número de núcleos, mas sim em maior número de elementos, em que participram oito núcleos e cerca de 150 elementos”, asseverou, frisando que as expectativas são “sempre demasiado elevadas”, sendo que estiveram “representados os núcleos mais bem implementados na região”.

Além do convívio entre os núcleos, a iniciativa também “tem o seu lado competitivo”, para que haja alguma “disputa”, de forma a haver mais “motivação na procura do apuramento de melhor qualidade”. Jorge Carvalho aproveitou para agradecer à comunidade trofense pela “amizade” com que foram recebidos, principalmente quando circularam e visitaram locais importantes para o concelho. José Couto, chefe do núcleo de S. Martinho de Bougado, contou que esta atividade já começou a ser delineada há cerca de um ano, pois teriam que arranjar um local para acampar para cerca de 150 pessoas. “O maior problema” foi arranjar dinheiro para cobrir as muitas despesas desta organização, sendo que contaram com o apoio de pessoas da localidade que ajudaram, entre outras coisas, na elaboração do almoço.

Um evento que trouxe muitas pessoas à Trofa, engrandecendo e dando visibilidade à cerimónia. O chefe do núcleo de S. Martinho, espera que esta visibilidade de frutos, esperando que as pessoas voltem a frequentar o escutismo. O programa começou no sábado, pelas 14.30 horas, com o hastear das bandeiras, onde Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa, convidou todos os núcleos a participarem na atividade “O maior coração humano da Trofa”, organizada pela ASAS de Santo Tirso no estádio do Clube Desportivo Trofense. Já pelas 16.30 horas, decorreu o Jogo da Cidade, que consistia em “percorrer alguns pontos da cidade da Trofa, nomeadamente S. Martinho de Bougado, que foram mais evidentes nos anos 60, tais como a empresa MIDA, a linha e estação de ferro antiga, o primeiro quartel de bombeiros, que agora é a sede de banda de música da Trofa, e a Oficina Paulino e Filhos. 

Já o Fogo do Conselho, pelas 21.30 horas, reuniu todos os elementos à volta da fogueira, onde alguns grupos representaram peças de teatro “muito  bem elaboradas”, que eram animadas, ao intervalo, por músicas escutistas. Já no domingo, a manhã começou com uma “atividade mais social”, em que foram visitar o Lar Padre Joaquim Ribeiro, tentando conviver com as pessoas que lá estão. Depois seguiu-se uma eucaristia, na Igreja Matriz, onde seis elementos dos núcleos fizeram a sua promessa. O momento alto da iniciativa foi o encerramento, onde a Direção Regional do Porto assinou um protocolo com uma quinta, onde se compromete a fazer a vigilância florestal durante o verão, a tomada de posse de alguns elementos de departamentos de ambiente e de formação e ainda a promessa de organizarem uma jamboree, atividade desportiva com rádios amadores, em outubro.

No final, foi entregue a Taça Itinerante ao núcleo de Rebordões, que foi o vencedor deste ano, tendo o prémio sido muito disputado também pelos núcleos de Alfena, vencedor o ano passado, e de Ribeiro do Douro.

Patrícia Pereira
A. Costa

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