Os Caminheiros do Agrupamento de Escuteiros 447 de Santiago de Bougado reconfortam os sem-abrigo do Porto. Ronda dos Sem-Abrigo é o nome da iniciativa da Legião Boa Vontade, do Porto, à qual o grupo Caminheiros do Agrupamento de Escuteiros 447 de Santiago de Bougado está associado.

Por essa razão, os escuteiros deste grupo estiveram com a instituição portuense, na noite de sábado, 19 de maio, para preparar e distribuir refeições pelos mais desfavorecidos e dar “uma palavra amiga”. É desta forma que jovens de 22 anos trocam horas de lazer pelo prazer de ajudar o outro.

Rui Ferreira, chefe dos Caminheiros bougadenses, contou ao NT que esta colaboração já existe há cerca de seis anos, sendo que os escuteiros participam, regularmente, nesta ronda, entre quatro a cinco vezes por ano. “Este grupo dos Caminheiros, que são os mais velhos desta etapa, tem como principal lema servir. Esta oportunidade surgiu como forma de descobrir novas maneiras de ajudar o próximo, fazendo voluntariado”, asseverou.

Como são cerca de 15 elementos, decidiram repartir-se por grupos de cinco a seis pessoas, que, com o auxílio de uma carrinha, deslocam-se pela cidade do Porto, onde visitam mais de cem pessoas, dando-lhes alimentação, como “sopa” e “leite”, “roupa” e “uma palavra amiga”. A divisão por grupos é uma forma de facilitar a conquista da “confiança com os sem-abrigo”, porque se fossem “muitas pessoas criava-se alguma confusão”.

A ronda tem início pelas 22 horas, sendo que é necessário estarem na instituição uma hora mais cedo, para prepararem o “kit que depois será distribuído”. Os voluntários começam por aquecer o leite e fazer as sandes, para depois colocarem no saquinho com bolachas, sumos e sopa, que é oferecida por um restaurante. Já os restantes alimentos chegam à instituição através da boa vontade de supermercados e outras instituições. 

Rui Ferreira, que há cerca de dez anos faz parte desta instituição, explica que há cinco anos que tenta “introduzir nos Caminheiros esta nova forma de voluntariado”. O responsável acredita que também na Trofa existam situações idênticas, mas em menor número, esperando que estejam identificadas. 

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