O semanário “Grande Porto”, um jornal de qualidade feito por jornalistas competentes e grande qualidade, publicou, no dia 5 de Setembro, uma sondagem sobre a qual me proponho reflectir.

Antes disso, quero esclarecer que textos publicados na Comunicação Social caluniadores e atentatórias da minha honra e dignidade pessoal não terão resposta. Caberá à justiça decidir de acordo com as Leis.

A sondagem, da responsabilidade de uma empresa conhecida e devidamente credenciada, visou avaliar a intenção de voto dos trofenses nas próximas eleições autárquicas de 11 de Outubro. O resultado foi esclarecedor: PSD 54,4%; PS 31,4%.

Em bom rigor, e como já tive oportunidade de referir publicamente, este estudo é referente a um dado período temporal, reflectindo a intenção de voto naquele momento e com a percentagem normal de indecisos cientificamente comprovado pelos diversos estudos publicados por especialistas de reconhecida competência na área dos estudos de opinião e sondagens. Uma coisa é certa, não é conhecida nenhuma sondagem que a cinco semanas das eleições desse tal diferença e no final do acto eleitoral se encontrasse um vencedor diferente.

 

Penso, também, que se o candidato à Câmara pelo PSD conseguir continuar a passar a sua mensagem pela positiva, a demonstrar o dinamismo e o humanismo que lhe são característicos e os trofenses expressarem a sua opinião no dia 11 de Outubro, o resultado pode ser-lhe ainda mais favorável.

Mas, porque será que o diferencial entre as candidaturas propostas pelos dois maiores partidos é de 23%, segundo esta sondagem?

O resultado não me surpreende. É normal que assim seja. O candidato do PSD teve um papel decisivo na criação do Concelho da Trofa. É presidente da Câmara desde a fundação do Município. Tem trabalho e obra à vista de todos. Dirão alguns poderia ter feito ainda mais ou que poderia ter tomado outras opções. É certo. É sempre possível fazer mais. Nunca há um só caminho para atingir objectivos. Por exemplo, poderia ter dado prioridade à construção dos Paços do Concelho. Mas ele preferiu dar prioridade às escolas e ao saneamento básico que não se vê e quando em obra só cria dificuldades às pessoas. Trabalhou. Tem obra. Atingiu objectivos. Os trofenses sabem que puderam e podem contar com ele.

A candidata do PS não esteve na criação do Concelho e o seu partido preferia Santo Tirso à Trofa. Por ela e pelo PS o Concelho da Trofa continuava a não existir. Em relação ao Concelho limitou-se a dizer mal do que era feito. Faltou a 50% das reuniões da Assembleia Municipal. Esteve a maior parte do tempo em Lisboa, onde não conseguiu distinguir-se como deputada e muito menos como uma pessoa que defendesse a Trofa. Nada ou pouco fez pela Trofa. Nada ou pouco de positivo tem para mostrar.

A forma de fazer política na campanha de um e outro candidato também é diferente. Apenas um exemplo, a candidata do PS aprovou na reunião de Câmara em Dezembro de 2008 o valor máximo da taxa de ligação ao saneamento básico de seiscentos euros. Agora, o PS na campanha da candidata não só não esclarece que a taxa varia entre zero e 600€, conforme a condição social de cada um, como afirma que a taxa de saneamento é um roubo.

Mas uma sondagem vale o que vale. Até 11 de Outubro muita água passará por baixo das pontes. A vitória depende da vontade dos trofenses e será confirmada no dia das eleições.

A política dita anónima da calúnia, da mentira e do insulto é indigna da Trofa e dos Trofenses. Os ataques pessoais ao presidente da Câmara e candidato do PSD são indignos e virar-se-ão contra os seus autores. Os Trofenses sabem distinguir e no dia 11 farão justiça.

Tiago Vasconcelos