Aproximamo-nos do fim de mais um mandato legislativo. Foi um mandato que se caracterizou pela continuação das políticas dos anteriores governos, trazendo para o país mais injustiças, mais desigualdades, desvalorização dos salários e das reformas; endividamento das famílias; aumento do desemprego; agravamento de todos os deficits estruturais da economia – alimentar, agrícola, energético, produtivo; modelo de baixos salários; destruição do aparelho produtivo; agravamento da dependência dos pais ao exterior.

Por muito que se esforce o PS e os seus apoiantes, os números oficiais não deixam ilusões:

– 1º Trimestre de 2009, 3000 trabalhadores despedidos por dia.

– Cerca de 300 mil desempregados, uma larga maioria jovens, sem direito ao subsídio de desemprego.

– 2 Milhões pobres, (18% da população), 700 mil dos quais que trabalhando todos os dias não ganham o suficiente para saírem dessa situação, 23% dos jovens são pobres.

– Milhares de famílias durante meses com a corda na garganta com o aumento das taxas de juro à habitação.

– 1 264 346 é o nº trabalhador com contratos a prazo / precários.

 

Mas, como a crise não é para todos, há o outro lado da política de direita:

– 1º Trimestres de 2009, 4 maiores bancos obtiveram 4,5 milhões de euros de lucros por dia.

– 1800 Mil milhões € em benefícios fiscais para as empresas no off-shore da Madeira.

– EDP apresenta em 2008 os seus maiores lucros de sempre.

– O governo nacionaliza os prejuízos do BPN e injecta milhões de euros no BPP.

– 760, 7 milhões de € de lucros dos 4 maiores bancos privados (BPI/BCP/BES/Totta) no 1º semestre de 2009.

 

Porque o país atravessa um momento difícil e a maioria da população portuguesa tem sido completamente abandonada, dia 27 de Setembro iremos eleger 230 deputados para a Assembleia da República.

A tão falada instabilidade governativa e social resultante de uma eventual não maioria absoluta é uma falsa questão que têm como objectivos centrais, intensificar a bipolarização PS/PSD e esconder a alternativa politica proposta pelo PCP.

Durante 4 anos e meio o PS teve maioria absoluta, apoio no que é fundamental do PSD e não menos importante, naquilo que realmente conta contou sempre com a concertação estratégica do presidente da República.

Nestas eleições legislativas a opção coloca-se entre a manutenção da politica que quer pela mão do PS ou do PSD, colocou o pais no actual estado económico e social, ou a ruptura politica com a afirmação clara de que basta de sacrifícios para os mesmo de sempre e de que é tempo de construir um Pais e uma vida melhor para quem trabalha, uma ruptura tanto mais possível quanto maior for o reforço eleitoral do PCP e da CDU.

 

A população da Trofa sabe que foram os deputados da CDU que estiveram sempre ao seu lado na defesa da criação do concelho, na exigência da duplicação da linha do metro até à Trofa, propondo a construção das Variantes rodoviárias (que o PS, PSD e CDS chumbaram), propondo a construção da Esquadra da PSP (que o PS, PSD e CDS também chumbaram) e exigindo o reforço de efectivos da GNR para um policiamento de proximidade capaz de dissuadir a criminalidade.

A população da Trofa sabe que teve sempre a CDU disponível para defender os seus interesses, sabe que não aparecemos só na altura das eleições nem falamos só para as televisões.

A CDU esteve, está e estará sempre ao lado da população na luta por uma ruptura com estas políticas, contra as injustiças e na defesa de uma vida melhor.

 

 

Jaime Toga

http://jaimetoga.blogspot.com/