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A Irmandade da Santa Misericórdia da Trofa acolheu o fórum TCA subordinado ao tema “Humanismo e Solidariedade”, que pretendeu sensibilizar a população para o espírito solidário em tempo de crise.

Milhares de alemães assistiram, terça-feira, à reconstituição da queda do Muro de Berlim, erguido com uma galeria de dominós. Coube a Lech Walesa, ex-presidente polaco e ex-líder do sindicato Solidariedade, derrubar a primeira pedra do muro simbólico. Foi esta acção que, terça-feira à noite, serviu de analogia a Vasco Pinto de Magalhães que, convidado a ser o orador principal do último fórum TCA do Ciclo de Solidariedade Social, mostrou que “ser solidário é fazer cair muros”.

Se ser solidário “é superar barreiras, ir para além de si próprio e estabelecer relações sólidas, ser solidário é também “analisar se há muros que precisam de cair no nosso território”. Ser solidário é “sinónimo de co-responsabilidade”. Estes foram alguns dos ensinamentos transmitidos pelo Padre Vasco Pinto Magalhães, que captaram a atenção dos participantes, que assimilavam de forma interessada os valores evocados pelo orador.

Em entrevista ao NT, Vasco Pinto Magalhães explicou a importância de transmitir o espírito da solidariedade às pessoas, como forma de superarem os seus problemas. “Solidariedade é ter atitudes criativas, tomar a iniciativa de resolver os problemas, estimular as pessoas a acreditar em si próprias e a estar atentas às necessidades”, sustentou. O trabalho desenvolvido pelo TCA mereceu o elogio de Vasco Pinto Magalhães, que realçou “a quantidade de pessoas que despertaram para a vida e que estão a fazer processos de crescimento e a aprender quando pensavam que não tinham nada a aprender”. “É muito original este projecto e tenho pena que não esteja a ser lançado noutros sítios”, acrescentou.

Ser solidário em tempo de crise

“Realizar acções de solidariedade que proporcionem às pessoas uma maior realização” é para Joaquim Azevedo a melhor forma de enfrentar a crise. O responsável pelo Trofa Comunidade de Aprendentes lembrou a subida acentuada do desemprego como uma das situações que cada vez mais exigem o despertar das pessoas para as questões da solidariedade social. “Há pessoas em situações muito complicadas de muita vulnerabilidade, nomeadamente aqui nesta zona, e temos de tentar compreender as situações para tentar agir e encontrar respostas para essas pessoas”, sublinhou. “O TCA tem proporcionado a muitas dessas pessoas oportunidades de formação, aprendizagem de coisas novas paras as pessoas se erguerem e fazerem coisas novas na vida. Temos sempre a possibilidade de enfrentar as crises através do diálogo, conversas e aprofundamento”, acrescentou.

Também para Amadeu Castro Pinheiro a formação é essencial “em particular na solidariedade social, na medida em que “todos nós precisamos de ser sensibilizados por uma causa que cada vez mais é premente”. “Infelizmente conheço bem esta área, que precisa de todos, porque cada vez há mais pessoas a precisar de pessoas, e estes fóruns ajudam a esclarecer”, afirmou.

Entre 8 e 15 de Novembro, o TCA promove a Semana Solidária, que leva um concerto, encontros culturais, fóruns e ainda magustos a percorrer o concelho.