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Edição 420

Sócios Trofenses aprovam criação de SDUQ

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Numa assembleia-geral dedicada a questões importantes para o Clube Desportivo Trofense, como a criação da SDUQ e votação do relatório e contas e orçamentos, foram poucos os sócios que marcaram presença na sessão que decorreu no dia 20 de abril, sábado.

Clube Desportivo Trofense, Futebol, SDUQ, Lda. A partir do dia 1 de maio, cabe a esta entidade a gestão do futebol profissional do emblema da Trofa, depois da proposta ter sido aprovada pela unanimidade dos sócios presentes na assembleia-geral, que se realizou na tarde de sábado.

A criação da SDUQ (Sociedade Desportiva Unipessoal por Quotas) é um imperativo legal que define que, até ao final da temporada, os clubes de competições profissionais têm de optar por constituir-se como sociedades anónimas desportivas ou sociedades desportivas unipessoais por quotas. Ao Clube Desportivo Trofense, Futebol, SDUQ, Lda, cujo único sócio é o clube e o diretor executivo será o presidente do clube, cabe apenas a gestão dos passes dos jogadores do futebol profissional. Já o restante património, como a sede, Complexo Desportivo de Paradela e Departamento de Formação, fica à guarda do clube.

“A partir deste momento estamos preparados e reforçados em termos de mandato pelos sócios, para proceder aos trâmites legais, que passarão, desde uma primeira instância, por registar o nome da sociedade e começar a fazer todos os procedimentos, como a escritura, a transferência e a realização do capital social, de forma a que a candidatura à próxima época, em termos desportivos, já seja feita por essa nova entidade”, denotou Paulo Melro, presidente do Clube Desportivo Trofense.

O presidente declarou que as pessoas “praticamente não sentirão a diferença”, porque a criação da SDUQ é apenas uma “questão formal, uma vez que a equipa que vai continuar a trabalhar será exatamente a mesma”.

Também à votação esteve o Relatório e Contas da época 2011/12, que foi aprovado por maioria com duas abstenções. Já o orçamento relativo à época 2012/13, que prevê ter rendimentos e gastos no total de 696 mil euros, mereceu aprovação unânime. As verbas referentes à receita são fruto de direitos televisivos, Liga Portuguesa de Futebol Profissional/Federação Portuguesa de Futebol, publicidade, donativos, mais valias de jogadores, bem como apoios camarários.

Para Paulo Melro ficou demonstrado “mais uma vez que as coisas são feitas com rigor e que apresentadas com transparência”.

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Um dos pontos de trabalhos era a apresentação do ponto de situação do PER – Plano Especial de Revitalização. O presidente do clube espera que o acordo seja “homologado”, permitindo, “quer em termos de esforço mensal, quer através da diluição no tempo”, de fazer face ao passivo existente, no valor de cerca de sete milhões de euros. “Não há possibilidade de ceder em menos tempo à liquidação dessas dívidas, mas com o acordo que obtivemos e com a colaboração da parte dos credores, com algum esforço, sobrecarregado de alguma forma as contas do clube, tornasse possível estabilizar financeiramente e com isto dar tranquilidade aos outros aspetos da vida do clube, como a manutenção da equipa e os compromissos atuais”, contou.

Se “o recurso não tiver provimento” será “possível”, ainda dentro do âmbito do PER, “reiniciar o processo, alterando pontualmente aquilo que era a proposta inicial”, tentando “uma abertura de alguns credores que não foram favoráveis numa primeira fase”. “Já temos alguma comunicação no sentido de se esta proposta não conseguir ser validada, há certamente outros caminhos. Sempre lutando, assegurando a continuidade do clube”, acrescentou.

Paulo Melro agradeceu a presença de “todos os sócios”, lamentando que “não estivessem mais, porque é com estes passos que se faz a vida de um clube”.

 

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Pôr o nariz vermelho para ajudar crianças doentes (c/video)

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Cerca de 300 crianças do Colégio da Trofa ajudaram a “receitar” alegria para as crianças doentes que estão nos serviços pediátricos dos hospitais portugueses.

 “O Nariz Vermelho é fantástico, pois ajuda as crianças que estão no hospital tristes e fazem-nas rir”. Esta foi a mensagem que o pequeno Vasco Araújo, aluno do Colégio da Trofa, pendurou num mural que assinalou o Dia do Nariz Vermelho, 19 de abril, no estabelecimento de ensino.

As palavras de carinho para as crianças que estão nos serviços pediátricos e os elogios à Operação Nariz Vermelho multiplicaram-se numa espécie de estendal que esvoaçava ao sabor do vento, enquanto as cerca de 300 crianças do Colégio dançavam ao som das batidas de “Vermelho”, de Fafá de Belém, e “Don’t Worry, Be Happy”, de Bobby McFerrin.

Esta atividade aconteceu um pouco por todo o país, em 150 escolas, envolvendo cerca de 50 mil crianças, que puseram o nariz vermelho por uma causa solidária.

A iniciativa acontece há cinco anos e visa angariar fundos para a Operação Nariz Vermelho, cujo principal propósito é assegurar de forma contínua um programa de intervenção dentro dos serviços pediátricos dos hospitais portugueses, através da visita de palhaços profissionais. Simultaneamente, contribui para sensibilizar os mais novos para a solidariedade social.

O Colégio da Trofa uniu-se a esta causa e juntou as crianças no espaço desportivo exterior para uma manhã de aulas diferente.

 

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A aluna Maria Oliveira sabe como ajudar as crianças doentes: “Indo aos hospitais, fazer voluntariado e com estes narizes, perucas e camisolas fazer palhaçadas para as animar”.

O Colégio participa nesta iniciativa há três anos. “O projeto Nariz Vermelho tem em conta as crianças que vivem uma situação delicada e vai ao encontro de duas das principais preocupações da escola. No processo de aprendizagem, uma das nossas preocupações para consolidar o conhecimento dos nossos alunos é prepará-los para o futuro, para além da faceta social e cívica. A formação cívica é fundamental”, explicou o coordenador Alfredo Almeida.

Ao longo da manhã, as crianças do pré-escolar e do 1º e 2º ciclos estiveram bastante ativas escrevendo cartas para aqueles que se encontram hospitalizados, lançaram balões e apresentaram uma coreografia que foi preparada com contributo dos professores, coordenação e direção.

No ano transato, juntaram-se à iniciativa 80 escolas, 30 mil alunos e foram angariados 22 mil euros em donativos, número que deve ser superado graças à participação crescente de estabelecimentos de ensino.

“Para nós, a importância é, por um lado, pedagógica porque as crianças ficam sensibilizadas com as realidades de outras que se encontram hospitalizadas. Elas começam a ser solidárias, ajudando a angariar fundos”, afirmou Nicole Azevedo, madrinha da operação nariz vermelho.

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“12 horas solidárias” valem “2 toneladas” de alimentos

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Nas “12 Horas Solidárias” do Aquaplace foram doadas “duas toneladas” de bens alimentares, anunciou a autarquia da Trofa.
Tinham já a Fanfarra de Santa Maria de Alvarelhos e a presidente da Câmara Municipal feito as honras de inauguração quando os nadadores de palmo e meio saltaram para a piscina, dando início às “12 Horas Solidárias”, na Academia MunicipalAquaplace, no sábado.
Na piscina, pequenos e graúdos divertiam-se, enquanto noutras salas, um grupo soava em bica em cima das bicicletas de spinning e outro composto integralmente por elementos femininos cumpria à risca os exercícios no step.
Poucos minutos depois de começar, a iniciativa já tinha angariado um grande número de bens alimentares. Só a Fanfarra ofereceu um grande cabaz e todos os grupos que animaram o evento fizeram o mesmo.
Para participar nas “12 Horas Solidárias”, as pessoas tinham que doar, pelo menos, um alimento, entre enlatados, azeite, arroz, massa, farinha, bolachas, açúcar, grão-de-bico e cereais.
De acordo com a autarquia, foram angariadas “duas toneladas” de bens alimentares, que vão ser doados “a instituições de solidariedade locais, ainda a designar”.
Durante o dia, houve diversas aulas abertas ao público, nas mais diversas modalidades, desde spinning à mega aula hidroginástica, que encerrou a iniciativa.
“A importância de iniciativas como esta que permitem que a própria comunidade possa contribuir para a melhoria do bemestar de inúmeros agregados familiares do concelho, fortalecendo assim os laços de solidariedade entre a população”, afirmou Joana Lima, presidente da Câmara, antes de abrir as “12 Horas Solidárias”.
A autarca afirmou ainda que “no momento que atravessamos, todos somos poucos para fazer face às carências de muitas famílias, não só do nosso concelho mas, infelizmente, de todo o País”. “Sendo este evento de cariz familiar e informal, vive essencialmente de contribuir para
uma causa solidária que nos une, procurando em simultâneo proporcionar um lugar de convívio entre todos aqueles que gostam de desporto”, acrescentou.

“Ajuda Solidária” no Aquaplace

Ricardo Santos e Luís Dinis estiveram no Aquaplace a dar a conhecer o seu projeto solidário, que é percorrer 800 quilómetros até Santiago de Compostela, a partir de França. A “Ajuda Solidária” consiste na venda de quilómetros, cujos fundos reverterão a duas associações, uma da Trofa e outra de Famalicão. “A iniciativa no Aquaplace correu muito bem, deu para dar a conhecer o evento a quem não conhecia. Tivemos muitos curiosos que nos felicitaram pela iniciativa e nos deram força.A angariação de quilómetros também foi muito positiva e superou as expectativas”, afirmaram.

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