A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa avaliou, em Assembleia Geral, o Relatório e Contas do ano 2011, no dia 29 de março, no Salão Nobre.

Cerca de nove mil é o número de associados que a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa (AHBVT) tem. Porém, apenas 15 compareceram na Assembleia Geral, que se realizou na quinta-feira, dia 29 de março, no Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários da Trofa.

Pedro Ortiga, presidente desta associação, começou por destacar a diminuição em 180 do número de sócios ativos e com quotas regularizadoras, menos 380, estando já equacionadas algumas medidas de angariação de novos associados, com a introdução de regalias.

Apesar de 2011 ter sido um ano de investimentos, na ordem dos 133 mil euros, a AHBVT tem conseguido reduzir as dívidas, apurando um resultado negativo de cerca de 61 mil euros, menos 36 mil que em 2010. Um resultado que, segundo Pedro Ortiga, deve-se a “uma gestão mais cuidada, onde conseguiram uma diminuição em termos de gastos globais.

O presidente aproveitou para informar aos presentes que em janeiro a direção teve uma reunião com Joana Lima, presidente da autarquia, e José Magalhães Moreira, vice-presidente, onde demonstraram a sua preocupação com determinados fatores que envolviam a associação. Um deles prendia-se com a possível renovação do seguro de saúde, entregue pela Câmara Municipal, que terminou a 31 de março. 

Na quinta-feira, dia 29, Pedro Ortiga foi informado, via chamada telefónica, que não haveria renovação deste subsídio. Uma decisão que entristeceu a direção, pois perde-se assim “uma importante regalia”, que não pode ser suportada pela AHBVT. “Não é isto que faz os bombeiros voluntários (BV) atuar, mas não deixa de ser uma regalia, um reconhecimento de horas e horas a fio, sem renumeração. Estamos a falar, para terem a noção, de um seguro que representará por bombeiro um investimento de cerca de 175 euros, por ano. É certo que representa um montante total na casa dos 20 mil euros ano, só este seguro”, afirmou.

Na reunião, a direção também demonstrou de “forma objetiva e quantificada” do que seriam “os gastos de ter um corpo municipal de bombeiros na Trofa”. “Homens e mulheres que a serem profissionais e a prestarem um serviço profissional, de acordo com a responsabilidade que a cadeira de Proteção Civil detém, custaria ao erário público valores significativamente mais expressivos”, esclareceu. Outra das preocupações da AHBVT são as notícias que têm surgido sobre o encerramento de associações humanitárias, destacando a da mais antiga. Pedro Ortiga ressalta que é preciso “uma maior exigência na gestão” para que a associação trofense se consiga manter no ativo.

Depois de o conselho fiscal dar o seu parecer sobre o relatório e contas e de ter sugerido um voto de louvor à direção, estes foram aprovados por unanimidade pela assembleia presente. 

No final, Manuel Dias quis saber qual seria a posição da direção da associação, relativamente ao desaparecimento do seguro de saúde aos bombeiros voluntários. Pedro Ortiga começou por explicar que: “A nível daquilo que são as obrigações legais, por parte da Câmara Municipal, existe um seguro de acidentes pessoais obrigatório por lei para a atividade dos BV”. “Este obviamente é obrigatório por lei não está colocado em causa. O que está em causa é o seguro facultativo, instituído há já alguns anos pelo anterior executivo, deliberado sobre a forma de subsídio, em que era atribuído um subsídio de saúde que permitia aos BV terem esta cobertura complementar, não obrigatória em termos de responsabilidade, mas que foi sendo renovada ano após ano”, acrescentou.

Pedro Ortiga diz que não comenta a legitimidade desses cortes, mas que alguns desses “podem sair muito mais caros no futuro”.

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