Parceria entre o Trofense e a empresa LS Soccer foi ratificada pela maioria dos sócios que marcaram presença na assembleia-geral do clube. Cerca 150 sócios do Clube Desportivo Trofense ratificaram a parceria que ligará o emblema à empresa brasileira LS Soccer por um período de cinco anos. 

O contrato já tinha sido assinado pelo presidente da comissão administrativa do clube, José Leitão, e pelo gestor Lucas Santos, mas a sua execução tinha de ser validada pela massa associativa, o que se veio a confirmar na assembleia geral de sexta-feira, 8 de junho, com apenas quatro abstenções. 

A parceria começa no dia 1 de julho e tem validade por cinco temporadas. Quinze minutos depois da hora marcada para a assembleia, Lucas Santos apareceu para ouvir a explicação do contrato e assistir à votação.

Luís Cameirão, sócio que conduziu a ordem de trabalhos da assembleia, explicou que no contrato consta que a LS Soccer assume apenas as dívidas aos fornecedores, num montante de cerca de um milhão e meio de euros, mas não fica com a responsabilidade de fazer face ao passivo que o clube tem para com o antigo presidente Rui Silva.

“A LS Soccer assume todos os encargos inerentes a toda a gestão desportiva ao mesmo tempo que assume o pagamento das dívidas constantes do contrato, entrando em negociações com os credores e estabelecer planos de pagamento. Os passes dos jogadores são detidos em 80 por cento pela LS Soccer e 20 por cento são do Clube Desportivo Trofense. Os eventuais direitos desportivos dos jogadores das camadas jovens são integralmente do clube”, explicou.

Quanto às receitas, cabe ao clube “o valor das cotas anuais dos sócios, os donativos e os apoios por via de subsídios da autarquia ou administração central”. Já a LS Soccer ficará com “os direitos televisivos e as receitas da bilheteira e da publicidade”. José Leitão espera que o que foi ratificado pelos sócios “se confirme” para “o bem” do clube. “Hoje (sexta-feira) foi o dia D. Este é o momento ideal para que o Trofense consiga libertar-se de situações muito difíceis que todos os clubes têm neste momento. É quase inacreditável aparecer alguém para salvar o Trofense, por isso, se a parceria de concretizar estamos todos de parabéns”, referiu depois da assembleia terminar. 

Apesar de considerar que deve dar lugar a outra pessoa na liderança do Trofense, José Leitão admite continuar se assim for a vontade do novo investidor do clube: “É lógico que a pessoa com quem fiz o contrato me queira na sua companhia na direção. Mas eu não estou agarrado ao lugar. Já manifestei vontade de sair, mas se tiver que ficar para o bem do clube e não houver outra solução, claramente que fico”.

A notícia que veio a público sobre a penhora do estádio, devido a supostas dívidas do clube a Charles Chad, antigo jogador do Trofense, criou um ruído entre os responsáveis do clube e os investidores, mas José Leitão acredita que este caso pode ter solução, desde que se chegue “a um acordo com o advogado”. O contrato prevê que, pelo menos, um lugar dos órgãos sociais do clube caberá à LS Soccer. Lucas Santos foi apresentado por José Leitão, mas não falou aos sócios e mal a assembleia terminou, saiu sem prestar declarações à comunicação social. A primeira intervenção oficial do gestor da LS Soccer está marcada para 1 de julho.

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