O Parque Nossa Senhora das Dores acolheu esta segunda-feira, dia 11 de junho, cerca de 720 crianças que participaram na festa de encerramento do Projeto Prevenir em Coleção. Foi entre jogos, brincadeiras e muita música que as mais de 700 crianças assinalaram o final do projeto “Prevenir em Coleção”. Jogo das vidas, da água, bowling, Enrola e Ganha, Puxar a Corda e pinturas faciais foram algumas das atividades disponíveis no Parque Nossa Senhora das Dores, que animaram toda a manhã das crianças.

Tomás Paiva, Joana Martins e Diogo Silva, alunos da EB1 JI de Bairros, partilham a mesma opinião quanto a esta iniciativa. Divertiram-se bastante e esperam que seja uma festa para se repetir. Relativamente aos jogos que mais gostaram, as crianças destacaram o “jogo de enrolar as garrafas” e o “passar as bolas”. Carla Lima, coordenadora do Projeto Ter Prevenção da delegação da Trofa da Cruz Vermelha, contou que esta foi uma “atividade final do projeto, financiado pelo Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), na prevenção das toxicodependências” que é o Prevenir em Coleção, onde os alunos puderam participar em “diversos jogos adequados à idade e de carisma mais tradicional, que envolve dinâmicas de grupos”. O momento alto da festa era conhecerem a personagem principal que é o Xavier, “um ouriço cacheiro que tem vários amigos e os mesmos problemas e preocupações que todas as crianças”. 

Tomás Paiva contou que o Xavier lhes ofereceu “uma caderneta para colar uns cromos” e lhes ensinou a ter “boas maneiras” e a “não fazer aos outros aquilo que não se quer que faça a nós”. Joana Martins considera-o como um “amigo” que, além de jogos, ensinou-os a “serem amigos uns dos outros e a serem honestos”. Opinião compartilhada pelo colega Diogo Silva, que acrescentou que também ensinou a “não se bater nos colegas”.

Os alunos não foram embora sem deixar mensagens e desenhos no mural parao Xavier. Além disso, cada um contribuiu com produtos alimentares que, mais tarde, foram entregues no refeitório social Porta de Sabores.

O que é o “Prevenir em Coleção”?

Prevenir em Coleção é o nome de um projeto que decorreu durante este ano letivo, em 32 escolas básicas do concelho da Trofa. Cerca de 720 crianças participaram neste projeto, sendo que cada uma tinha uma caderneta onde ia colando cromos, que lhes transmitiam certos valores. Um projeto que está inserido no “Ter Prevenção”, que é financiado pelo Centro de Respostas Integradas (CRI) do Porto Ocidental do Instituto de Droga e da  toxicodependência (IDT), que consiste em dar “mais formas e estratégias para as crianças saberem dizer não” às drogas. 

Todos os professores que participaram tiveram “uma formação para aplicar este projeto”, com 25 horas presenciais e outras 25 de aplicação. Como “vão ter acreditação pela DREN (Direção Regional de Educação do Norte)”, acaba por ser “uma mais-valia”. “A Trofa fica com pessoas capacitadas para poderem ajudar estas crianças a ter mais autoestima e a serem mais felizes, porque a prevenção das toxicodependências não é dizer que as drogas fazem mal, mas sim dar alternativas para perceberem que a felicidade está connosco”, explicou Carla Lima, agradecendo e felicitando todos os professores e voluntários envolvidos neste projeto e festa.

O projeto, promovido pela equipa de Prevenção do CRI Porto Ocidental do IDT, visa “dar às crianças ferramentas básicas para que possam promover o seu desenvolvimento e o seu equilibro”, para que tenham uma “vida com mais qualidade”. Paula Gonzalez, que faz parte da equipa, elogiou o “trabalho excecional” que a Cruz Vermelha da Trofa tem feito, fazendo um “balanço muito positivo” de todas as ações realizadas. 

“O feedback tem sido muito bom e temos a sensação que as coisas estão a funcionar. Estas iniciativas são realmente importantes. A prevenção de comportamentos de risco, que muitas vezes é uma área um bocadinho escondida, é uma área muito importante e decisiva para que as coisas corram bem e para que, mais tarde, não haja problemas”, afirmou. Também a Câmara Municipal da Trofa (CMT) apoiou este projeto, através de “apoio logístico” que, com o IDT e a colaboração de todos os professores, mobilizaram quase todas as escolas do concelho a participar nesta prevenção. José Magalhães Moreira, vice-presidente da CMT, asseverou que o projeto “correu muito bem”, sendo bem visível o “entusiasmo com que as crianças participaram”. O vice-presidente acha “excelente” este tipo de iniciativas, considerando ser “melhor investir em prevenção” do que depois “em termos curativos, quando já há poucas soluções”. Rui Moura, professor titular de uma turma da Escola Básica e Jardim de Infância de Fonteleite em S. Romão do Coronado, foi um dos participantes neste projeto, que se traduziu “numa caderneta com cromos autocolantes”, que foram distribuídos pelos alunos.

Autocolantes esses que refletiam “valores que compartilhasse solidariedade nos cuidados que devemos ter connosco e com os outros”, o que acaba por ser “muito positivo”.

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