A Assembleia de Freguesia de Alvarelhos e Guidões reuniu-se, a 18 de junho, numa sessão, com apenas um ponto na ordem de trabalhos, que serviu para marcar calendário.

Rosária Carvalho, do PS, pediu ao presidente da Junta de Freguesia, Adelino Maia, que, em vez de apresentar o “resumo diário de tesouraria”, onde só apresenta “a conta corrente dos bancos onde esta Junta tem conta aberta”, para que “solicite ao seu contabilista” um documento onde seja possível “verificar se a Câmara tinha realizado as suas transferências habituais de capital, se houve alguma verba atribuída à Junta, as verbas de transferência corrente e se utilizou as despesas realizadas em despesas corrente ou de pagamentos que fez de obras de capital”. “Saber que o senhor tem 24.480 euros no banco não me diz rigorosamente nada”, denotou, pedindo que “quando se elaborasse a documentação, que houvesse cuidado em fornecer documentação que informasse”.

Já Vítor Rocha, também do PS, afirmou que “na última Assembleia de Freguesia, tanto os elementos, como o público presente não ficaram a perceber rigorosamente nada do que foi apresentado das contas”, que foi “explicado por alguém estranho à Assembleia”. O socialista frisou que os presentes saíram “mais confundidos” e que o tesoureiro da Junta deveria “começar a tentar explicar melhor as contas”. “Para nós é importante que o tesoureiro responda, que nos diga e se tivermos dúvidas gostaríamos de ficar esclarecidos. Foi para isso que o tesoureiro foi eleito”, atirou. 

Quanto às duas intervenções, Adelino Maia respondeu que “fará os possíveis” para que venha um documento que diga mais, referindo que a presença do contabilista na última Assembleia era para “esclarecer as coisas”. O presidente mencionou que vai fazer “o melhor possível” para “preparar e fazer chegar (a informação) como realmente querem, mais esclarecidas”. Relativamente às contas, Adelino Maia confirmou que “está tudo em dia” e que “a Junta não deve, mas que há faturas que vão entrar”.

Já Cristina Costa, tesoureira da Junta, denotou que apesar de acharem os “documentos contabilísticos muito sucintos”, o executivo achou que “para esta Assembleia não fosse preciso mais algum tipo”. Dirigindo-se a Vítor Rocha, a tesoureira declarou que “se não percebeu” a explicação do contabilista, nos “documentos que receberam estava tudo minuciosamente escriturado”.

Quanto ao seu “papel de tesoureira”, Cristina Costa asseverou que “não é contabilista, nem tem que ser”, uma vez que a Junta tem “uma empresa que presta assessoria na contabilidade e nas contas”. Por isso, o seu papel passa por “executar aquilo que o senhor presidente pretende fazer, ver se tem cabimento, se há possibilidade de pagar ou não, de fazer ou não e se faz parte do plano contabilístico”.

Usando novamente da palavra, Vítor Rocha pediu para que “não mande o homem (contabilista) ” à Assembleia, porque “não percebem nada”, e para a “doutora Cristina insistir um bocadinho para poder explicar melhor”. A tesoureira respondeu que se “não percebem da maneira que é explicado a contabilidade e querem as coisas mais terra a terra”, que se “vai fazer o possível para se fazer isso”.