Acacia dealbata (mimosa), Acacia melanoxylon (austrália), Cortaderia selloana (penachos), Trandescantia fluminensis (erva-da-fortuna), Ipomoea acuminata (bons-dias), Ailanthus altissima (espanta-lobos) e Hakea sericea (háquea-picante). Estes são os nomes de algumas espécies de plantas invasoras “mais assinaladas no concelho da Trofa e, em particular, no Coronado”. Estas plantas, depois de “introduzidas num novo território (plantas exóticas), reproduzem-se rapidamente e ocupam áreas extensas, sem a ajuda do Homem, causando prejuízos a vários níveis”, ameaçando “a biodiversidade, os ecossistemas naturais, a produção de alimentos, a saúde pública e a economia do país”.

A temática foi alvo de uma ação de formação desenvolvida no âmbito do FUTURO – Projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, promovido pelo CRE.Porto, a 20 de junho, na Serra de Santa Justa, em Valongo. A ação, que teve a duração de “cerca de cinco horas”, foi conduzida por Elizabete Marchante, especialista da Escola Superior Agrária de Coimbra e do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra, e teve, na assistência, voluntários da Associação para a Protecção do Vale do Coronado (APVC). 

Com a formação, que teve “noções teóricas” e “um campo de trabalho”, a organização pretendia “capacitar e, ao mesmo tempo, intervir no território, conhecendo e implementando os métodos mais adequados de controlo destas plantas”.

“Desde 2011”, a APVC desenvolve “ações de controlo de plantas invasoras, na freguesia do Coronado”, uma vez que, na “nossa região”, estas são “um grave problema e colocam em causa a adequada expansão das áreas de floresta autóctone”. “Quem estiver interessado em promover e defender a floresta autóctone trofense, é bem-vindo a participar nas nossas ações de controlo de invasoras”, convidou a fonte da APVC.