"Concorda que o Estádio Municipal e o Pavilhão Municipal sejam demolidos e os respectivos terrenos destinados à urbanização e à edificação?" – é esta a questão que o PS de Vila Nova de Famalicão quer ver referendada, tendo já entregue uma proposta nos serviços da Assembleia Municipal, esperando que seja agendada a discussão.

"A destruição de um conjunto de equipamentos  desportivos municipais, a desarticulação e desmembramento da zona escolar e desportiva de Vila Nova de Famalicão, mas sobretudo a afectação de tão vasta área de terrenos para urbanização e edificação, constituem uma questão de relevante interesse local", argumenta o PS, pela voz de Nuno Sá, presidente daquela estrutura. Para os socialistas, as declarações públicas do presidente da Câmara, Armindo Costa, "revelam falta de estudo e reflexão quanto ao alcance e impacto, não só cultural e desportivo, mas também urbanístico, de uma medida como a que anunciou".

O PS considera , também,que a zona escolar e desportiva foi objecto de "um instrumento de planeamento urbanístico eficaz e que orientou toda a política urbanística e de investimentos municipais". Nuno Sá sustentou que nenhuma candidatura nas últimas autárquicas apresentou propostas para demolir o estádio municipal e o pavilhão, considerando "preocupante" que se sintam "em movimento fortes interesses particulares".

Instado a falar sobre o assunto no final de uma conferência de Imprensa, o líder do PSD local Paulo Cunha salientou haver duas questões distintas a criação da cidade desportiva e a demolição do actual estádio municipal. Levantando dúvidas sobre a constitucionalidade da pergunta, Paulo Cunha adiantou que a criação da cidade desportiva constava do programa eleitoral da coligação PSD/PP que foi sufragado nas últimas autárquicas.

Relativamente à demolição, apontou que não há ainda um projecto concreto para a zona desportiva. "Existe o objectivo de construir a cidade desportiva, mas o meio para atingi-lo ainda é uma questão em aberto", afirmou.

Alexandra Lopes /JN