jaime toga 

Com grande pompa e mediatismo quanto baste, a maioria PS anunciou, em conferência de imprensa convocada com afinco, que o estudo de impacte ambiental da variante à EN14 entrara em discussão publica.

Devo admitir que me lembrei de imediato da fase de desespero da anterior maioria que mandou espalhar inúmeros cartazes pelo concelho a dizer que o Metro e a variante da linha de caminho de ferro estavam garantidos.

Na verdade, para mim é estranho que um executivo, ou melhor, os 4 vereadores com pelouro no executivo estejam numa conferência de imprensa para anunciar que esta em discussão pública um Estudo de Impacte Ambiental.

Mas será esta competência de um executivo municipal?

Será que não havia nada para fazerem naquele dia e por isso foram todos posar para a fotografia?

Ou, pelo menos, será isto garantia de que a obra vai mesmo arrancar?

Nada disso, é apenas um dos procedimentos do processo.

Na ausência de outro assunto para aparecer, decidiu a maioria PS que governa a câmara prestar-se a este papel. Um papel que, diga-se, costuma estar destinado a funcionários do ministério do ambiente ou da CCDRN.

Um papel, diga-se ainda, indelicado porque tenta capitalizar para a actual gestão da Câmara da Trofa um processo que tem vários anos e que envolve ainda outros concelhos (Maia e Famalicão).

Mas esta questão leva-nos a algo muito mais importante. Tendo Joana Lima evocado o espírito bairrista da Trofa no aniversario do concelho, vai conseguir juntar centenas de trofenses na discussão do projecto da variante à EN14, como aconteceu com este e outros projectos em 1998, em 1999 e em 2000?

Ou seguirá Joana Lima e o PS o caminho seguido por Bernardino Vasconcelos e o PSD, que afastaram os trofenses das grandes discussões sobre os projectos para o concelho?

… é que, sobre as promessas, já todos recebemos as lições necessárias para perceber que os cartazes ou as conferências de imprensa não são garantia de nada.

A talhe de foice, alguém ouviu Joana Lima abrir a boca sobre mais um adiamento da obra do metro para a Trofa?

Na verdade, a Câmara mudou de cor politica, mas parece manter as mesmas práticas.