Clube Slotcar da Trofa/GMLUX venceu a terceira edição da prova de 24 horas, que se realizou no salão polivalente dos Bombeiros Voluntários da Trofa, no fim de semana.

Os três dias passados em claro valeram a pena aos associados do Clube de Slotcar da Trofa/GMLUX. Tudo porque, para além de organizarem e montarem as pistas da prova de 24 horas da modalidade, tiveram o prazer de  levantar o cetro no final da competição. Uma das duas equipas da Trofa foi a mais forte que 23 equipas participantes, entre as quais a vencedora da edição do ano passado, a Cric Crac Sport, de Espanha. 

Rúben Almeida, atleta do clube da Trofa, teve a honra de inaugurar e fechar a competição, levando o mini-modelo trofense a percorrer mais voltas que os restantes. Com três dias sem dormir, Rúben sentia “um orgulho  enorme” pela recompensa do “muito trabalho e esforço da equipa”. “Todos os associados ajudaram na organização desta iniciativa. A pior parte foi mesmo a montagem. Temos uma semana de trabalho, com muitas noites perdidas”, contou, ainda emocionado.

O esforço parece ter mesmo valido a pena, face aos rasgados elogios dos participantes. Rui Mota, da GT Team, que ficou em 3º lugar, foi perentório: “Esta iniciativa consegue trazer equipas internacionais e se a modalidade está a evoluir em Portugal, a muito se deve ao Slotcar da Trofa, que está a unir os clubes do País. Esta prova é o resultado dessa união, pois é a maior a nível nacional”.

Rui Mota não tem “dúvida alguma” que o Slotcar é “um justo vencedor” e considera que o 3º lugar obtido pela GT Team, de Braga, “está melhor do que as expectativas, que era ficar entre os cinco primeiros”.

Já Lluis Arias, da Cric Crac Sport, lamenta não ter conseguido revalidar o título, mas reconhece que o Clube Slotcar da Trofa/GMLUX “merecia” o primeiro lugar. O atleta espanhol também elogiou a organização da prova, que “esteve ao nível de qualquer prova europeia”.

Rúben Almeida sublinhou que o 1º lugar obtido pela coletividade trofense também se deve “a outra equipa que esteve responsável pela montagem e manutenção dos carros”. O colega Filipe Cruz acrescenta: “Correu tudo dentro da perfeição. Todas as equipas colaboraram para que a organização fosse um sucesso. Tínhamos uma remota esperança de vencer e, felizmente, concretizou-se”.

Na prova, houve também o prémio de decoração, que foi entregue à equipa Calha a Todos.

Presidente do clube satisfeito com elogios 

“Missão cumprida”. Este era o sentimento de João Pedro Costa, presidente do Clube Slotcar da Trofa/GMLUX. “Passados estes três meses de planeamento, conseguir chegar à prova com uma excelente organização, uma presença massiva de equipas e ver coroado o clube, deixa-me muito orgulhoso por ser o líder destes elementos trofenses que o representam”.

O presidente da coletividade lamentou a ausência da equipa italiana que estava prevista, por não ser possível “ter inscrito outra do Clube Slotcar da Trofa”, já que 24 era o número máximo de participantes.

A presença de quatro equipas espanholas mostra bem a intenção do clube “em afirmar a prova a nível internacional”. “Não tenho qualquer tipo de dúvidas de que no próximo ano podemos ter a Trofa como ponto de passagem de um campeonato da Europa de Slotcar”, salientou.

Quanto aos elogios de que foram alvo sobre a união das associações do País, João Pedro Costa afirmou que “há sete anos que o clube tem procurado fazer isso”. “Há cinco anos iniciamos um molde de competição com o Slot Século XXI, em que passávamos pelas pistas de todos os clubes, mas era complicado, porque para além de termos de preterir algumas equipas, tornava-se mais dispendioso. A iniciativa 24 horas vingou, porque concentra a prova num momento”, explicou.

A competição teve o apoio da autarquia da Trofa, que incluiu a iniciativa na candidatura ao QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) dos parques Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro, pelo que foi  financiada por fundos comunitários. Teresa Fernandes, vereadora do Desporto e Juventude estava “satisfeita” pelo “sucesso da iniciativa”. “Este é um sinal inequívoco de que a Câmara continua a apoiar o associativismo no
concelho, apesar de dispor de menos verbas. Antes da prova, tive uma reunião com os responsáveis do Clube de Slotcar e eles perceberam que era premente reduzir custos relativamente ao ano anterior”, frisou.

A vereadora sublinhou que é preciso manter uma atitude de contenção: “As associações têm de perceber que estamos em grandes dificuldades, não só a Câmara como todo o País. Temos que reduzir os custos e ser criativos para arranjar outras formas de financiamento, de modo a podermos realizar atividades com menos recursos, mas que tenham sucesso”.

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