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Ano 2011

Slotcar da Trofa/GMLUX venceu prova de 24 horas

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Clube Slotcar da Trofa/GMLUX venceu a terceira edição da prova de 24 horas, que se realizou no salão polivalente dos Bombeiros Voluntários da Trofa, no fim de semana.

Os três dias passados em claro valeram a pena aos associados do Clube de Slotcar da Trofa/GMLUX. Tudo porque, para além de organizarem e montarem as pistas da prova de 24 horas da modalidade, tiveram o prazer de  levantar o cetro no final da competição. Uma das duas equipas da Trofa foi a mais forte que 23 equipas participantes, entre as quais a vencedora da edição do ano passado, a Cric Crac Sport, de Espanha. 

Rúben Almeida, atleta do clube da Trofa, teve a honra de inaugurar e fechar a competição, levando o mini-modelo trofense a percorrer mais voltas que os restantes. Com três dias sem dormir, Rúben sentia “um orgulho  enorme” pela recompensa do “muito trabalho e esforço da equipa”. “Todos os associados ajudaram na organização desta iniciativa. A pior parte foi mesmo a montagem. Temos uma semana de trabalho, com muitas noites perdidas”, contou, ainda emocionado.

O esforço parece ter mesmo valido a pena, face aos rasgados elogios dos participantes. Rui Mota, da GT Team, que ficou em 3º lugar, foi perentório: “Esta iniciativa consegue trazer equipas internacionais e se a modalidade está a evoluir em Portugal, a muito se deve ao Slotcar da Trofa, que está a unir os clubes do País. Esta prova é o resultado dessa união, pois é a maior a nível nacional”.

Rui Mota não tem “dúvida alguma” que o Slotcar é “um justo vencedor” e considera que o 3º lugar obtido pela GT Team, de Braga, “está melhor do que as expectativas, que era ficar entre os cinco primeiros”.

Já Lluis Arias, da Cric Crac Sport, lamenta não ter conseguido revalidar o título, mas reconhece que o Clube Slotcar da Trofa/GMLUX “merecia” o primeiro lugar. O atleta espanhol também elogiou a organização da prova, que “esteve ao nível de qualquer prova europeia”.

Rúben Almeida sublinhou que o 1º lugar obtido pela coletividade trofense também se deve “a outra equipa que esteve responsável pela montagem e manutenção dos carros”. O colega Filipe Cruz acrescenta: “Correu tudo dentro da perfeição. Todas as equipas colaboraram para que a organização fosse um sucesso. Tínhamos uma remota esperança de vencer e, felizmente, concretizou-se”.

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Na prova, houve também o prémio de decoração, que foi entregue à equipa Calha a Todos.

Presidente do clube satisfeito com elogios 

“Missão cumprida”. Este era o sentimento de João Pedro Costa, presidente do Clube Slotcar da Trofa/GMLUX. “Passados estes três meses de planeamento, conseguir chegar à prova com uma excelente organização, uma presença massiva de equipas e ver coroado o clube, deixa-me muito orgulhoso por ser o líder destes elementos trofenses que o representam”.

O presidente da coletividade lamentou a ausência da equipa italiana que estava prevista, por não ser possível “ter inscrito outra do Clube Slotcar da Trofa”, já que 24 era o número máximo de participantes.

A presença de quatro equipas espanholas mostra bem a intenção do clube “em afirmar a prova a nível internacional”. “Não tenho qualquer tipo de dúvidas de que no próximo ano podemos ter a Trofa como ponto de passagem de um campeonato da Europa de Slotcar”, salientou.

Quanto aos elogios de que foram alvo sobre a união das associações do País, João Pedro Costa afirmou que “há sete anos que o clube tem procurado fazer isso”. “Há cinco anos iniciamos um molde de competição com o Slot Século XXI, em que passávamos pelas pistas de todos os clubes, mas era complicado, porque para além de termos de preterir algumas equipas, tornava-se mais dispendioso. A iniciativa 24 horas vingou, porque concentra a prova num momento”, explicou.

A competição teve o apoio da autarquia da Trofa, que incluiu a iniciativa na candidatura ao QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) dos parques Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro, pelo que foi  financiada por fundos comunitários. Teresa Fernandes, vereadora do Desporto e Juventude estava “satisfeita” pelo “sucesso da iniciativa”. “Este é um sinal inequívoco de que a Câmara continua a apoiar o associativismo no
concelho, apesar de dispor de menos verbas. Antes da prova, tive uma reunião com os responsáveis do Clube de Slotcar e eles perceberam que era premente reduzir custos relativamente ao ano anterior”, frisou.

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A vereadora sublinhou que é preciso manter uma atitude de contenção: “As associações têm de perceber que estamos em grandes dificuldades, não só a Câmara como todo o País. Temos que reduzir os custos e ser criativos para arranjar outras formas de financiamento, de modo a podermos realizar atividades com menos recursos, mas que tenham sucesso”.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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