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Ano 2011

Savinor nega emissão de maus cheiros

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Savinor refutou a emissão de maus cheiros que se têm sentido na cidade da Maia. Os cheiros nauseabundos que parecem ter assolado a cidade da Maia também se sentiram no Vale do Coronado.

Os presidentes da Junta de Freguesia de Covelas, S. Romão e S. Mamede do Coronado confirmaram ao NT que se têm sentido maus odores, periodicamente.

O autarca covelense, Fernando Moreira, afirmou que “há ocasiões em que o vento leva os cheiros para os lados da Maia” e que “há dias melhores e outros piores”. Já Guilherme Ramos, da freguesia romanense, confirma que
os odores se sentem “em média durante duas horas em diferentes períodos do dia”. José Ferreira, presidente da Junta de Freguesia de S. Mamede sublinhou que os cheiros “se intensificam ao fim de semana, principalmente da parte da manhã”.

No entanto, a administração da Savinor refuta a responsabilidade da emissão desses maus cheiros. Em carta aberta enviada ao presidente da Câmara da Maia, Bragança Fernandes, que acusou a empresa de lançar os maus cheiros que se têm sentido no concelho maiato, os responsáveis da fábrica defendem que a Savinor não registou qualquer avaria ou anomalia que pudessem causar a emissão de odores como os alegadamente verificados” e convidam Bragança Fernandes “a visitar as instalações da empresa”. “A afirmação de que a origem de tais maus cheiros reside na Savinor, só pode ter como causa um lapso na identificação da real e efetiva fonte dos mesmos”, acrescentaram.

A administração da empresa referiu ainda que “não recebeu qualquer reclamação por parte da população local e de entidades públicas” a partir da “linha permanente” que existe para esse efeito. “Com referência ao pedido de inspeção efetuado pelo senhor presidente da Câmara, segundo noticiado pelo Jornal de Notícias, a Savinor esclarece que é regularmente inspecionada por um conjunto de entidades como a APA (Agência Portuguesa do Ambiente), a IGAOT (Inspecção Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território), a Direção Geral de Veterinária (DGV, a CCDR-N (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte) e a Câmara Municipal da Trofa”, esclareceram os administradores que acrescentaram que “os relatórios destas entidades evidenciam a existência de melhorias no desempenho da Savinor, facto que é, aliás, geralmente reconhecido”.

No comunicado enviado, os responsáveis sublinham ainda que a empresa foi visitada “pela Missão Comunitária DG (SANCO), a pedido da DGV, no âmbitoda verificação comunitária da implementação dos requisitos legais aplicáveis à atividade” e que “a apreciação foi extremamente positiva do desempenho da Savinor”.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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