Savinor refutou a emissão de maus cheiros que se têm sentido na cidade da Maia. Os cheiros nauseabundos que parecem ter assolado a cidade da Maia também se sentiram no Vale do Coronado.

Os presidentes da Junta de Freguesia de Covelas, S. Romão e S. Mamede do Coronado confirmaram ao NT que se têm sentido maus odores, periodicamente.

O autarca covelense, Fernando Moreira, afirmou que “há ocasiões em que o vento leva os cheiros para os lados da Maia” e que “há dias melhores e outros piores”. Já Guilherme Ramos, da freguesia romanense, confirma que
os odores se sentem “em média durante duas horas em diferentes períodos do dia”. José Ferreira, presidente da Junta de Freguesia de S. Mamede sublinhou que os cheiros “se intensificam ao fim de semana, principalmente da parte da manhã”.

No entanto, a administração da Savinor refuta a responsabilidade da emissão desses maus cheiros. Em carta aberta enviada ao presidente da Câmara da Maia, Bragança Fernandes, que acusou a empresa de lançar os maus cheiros que se têm sentido no concelho maiato, os responsáveis da fábrica defendem que a Savinor não registou qualquer avaria ou anomalia que pudessem causar a emissão de odores como os alegadamente verificados” e convidam Bragança Fernandes “a visitar as instalações da empresa”. “A afirmação de que a origem de tais maus cheiros reside na Savinor, só pode ter como causa um lapso na identificação da real e efetiva fonte dos mesmos”, acrescentaram.

A administração da empresa referiu ainda que “não recebeu qualquer reclamação por parte da população local e de entidades públicas” a partir da “linha permanente” que existe para esse efeito. “Com referência ao pedido de inspeção efetuado pelo senhor presidente da Câmara, segundo noticiado pelo Jornal de Notícias, a Savinor esclarece que é regularmente inspecionada por um conjunto de entidades como a APA (Agência Portuguesa do Ambiente), a IGAOT (Inspecção Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território), a Direção Geral de Veterinária (DGV, a CCDR-N (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte) e a Câmara Municipal da Trofa”, esclareceram os administradores que acrescentaram que “os relatórios destas entidades evidenciam a existência de melhorias no desempenho da Savinor, facto que é, aliás, geralmente reconhecido”.

No comunicado enviado, os responsáveis sublinham ainda que a empresa foi visitada “pela Missão Comunitária DG (SANCO), a pedido da DGV, no âmbitoda verificação comunitária da implementação dos requisitos legais aplicáveis à atividade” e que “a apreciação foi extremamente positiva do desempenho da Savinor”.

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