Desvalorizando o trabalho que se cinja apenas no levantamento do número de toxicodependentes no concelho (rondará os 200), o presidente da autarquia afirmou que “o que está em causa é reduzir a possibilidade de qualquer jovem consumir droga e álcool”.

O estudo do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) permite perceber a realidade do flagelo do consumo de substâncias psicotrópicas no concelho e foi apresentando sob o olhar atento do presidente da Câmara Municipal da Trofa, Bernardino Vasconcelos, que no final também não se coibiu de questionar o director do Centro de Respostas Integradas do Porto Ocidental.
 
toxicodependencia-president.jpgO edil trofense valorizou o estudo que abrange as freguesias de Bougado e a Vila do Coronado, afirmando que “permite dar a conhecer no terreno o perfil de consumidor, a problemática do consumo de droga, para depois estabelecer as medidas no âmbito de um plano operacional de respostas integradas”. Sublinhando que este diagnóstico apresenta dados “semelhantes à média nacional”, Vasconcelos referiu ainda que a situação da Trofa “não é dramática”.

Desvalorizando o trabalho que se cinja apenas no levantamento do número de toxicodependentes no concelho (rondará os 200), o presidente da autarquia afirmou que “o que está em causa é reduzir a possibilidade de qualquer jovem consumir droga e  álcool”. “A grande questão tem a ver com a prevenção, podermos actuar a tempo e horas, para minimizarmos qualquer dano que possa acontecer. Posteriormente, na vertente do tratamento, temos que conciliar trabalho com o IDT, no sentido de darmos respostas locais”, acrescentou.

Este estudo feito pelo IDT, segundo o edil, “é mais um estudo para melhorar o nosso trabalho em partilha com a comunidade”, desenvolvido através de algumas valências colocadas no terreno e que resultam da conexão entre a autarquia e instituições locais. “Delineamos um conjunto de estratégias de partilha com a Cruz Vermelha, a Santa Casa da Misericórdia, Associação de Solidariedade e Acção Social de Santo Tirso. Temos também um Plano Municipal de Prevenção de Toxicodependência que actua em várias escolas, sobretudo no segundo e terceiro ciclo”, referiu.

Bernardino Vasconcelos enunciou também o Gabinete Social de Apoio Psicológico e Pedagógico, em que “um conjunto de psicólogas que actuam nas escolas, detectam os problemas que as crianças têm como o insucesso escolar”, os serviços de Acção Social “que vai até à família e trabalhá-la” e a Loja Social, onde trabalham todas as instituições do concelho.

Apesar de considerar “louvável” todo o trabalho feito pela autarquia a nível social, exemplificando o prémio de Boas Práticas obtido através do projecto Brigada Pró-família, Bernardino Vasconcelos reconheceu que é necessário “estender o trabalho nas escolas, alargando-o à escola secundária e até mesmo ao primeiro ciclo”.

“Estamos sempre com a perspectiva de melhorar a nossa resposta, mesmo aquela resposta que não tem nada a ver com as competências do próprio município”, concluiu.

Cátia Veloso