Artigo gera discórdia na Assembleia de Covelas

A assembleia de Covelas voltou a ser palco de uma discussão entre elementos da mesa, desta vez, entre Isabel Silva e Domingos Faria. Em causa estava um artigo escrito pela correspondente do Jornal da Trofa e que ao mesmo tempo é membro eleito pelo PSD na Assembleia de Covelas, sobre a visita do PS Trofa a Covelas.

   Apesar dos vários apelos para que não se discutissem na Assembleia de Covelas assuntos pessoais, Isabel Silva considerou que "não podia deixar passar a injúria levantada por Domingos Faria na última assembleia, quanto o meu trabalho no Jornal da Trofa". A alegada injúria de que se queixa Isabel Silva é referente à visita da concelhia do PS a Covelas, que foi acompanhada pela mesma enquanto correspondente de um jornal local, que referiu que apenas escreveu o que viu e ouviu "apesar de algumas coisas" serem "contra" os seus "princípios". A contestação de Domingos Faria surgiu da citação apresentada no final do artigo, em que alegadamente acusou Fernando Moreira de ser "um péssimo gestor, não é sério". Como elemento de defesa Isabel queria mostrar a reportagem da TrofaTv sobre a visita, mas não foi autorizada pelo presidente da mesa da Assembleia, Manuel Martins, por constituir uma gravação.

Domingos Faria criticou a posição de Isabel Silva, dizendo que "em jornalismo há que ter em atenção o contexto em que as afirmações são feitas e eu não disse aquilo no fim. Trocaste-o pelo princípio, até porque nas frases anteriores elogiei o executivo dizendo que Covelas tinha uma Capela Mortuária e ruas pavimentadas".

No ponto de assuntos de interesse para a freguesia, os membros da assembleia fixaram-se nas estradas de Covelas e nalguns "problemas" que deviam ser considerados pela Junta. Joaquim Ramos, membro do PSD, apontou a rua Camilo, em Rindo, defendendo que esta devia ser "sinalizada com um sinal de sentido único, pelo perigo que comporta a circulação de dois sentidos. Se não há acidentes graves é por sorte. Se a Junta não tem poder, ao menos que pressione a Câmara Municipal para que coloque o sinal".

O socialista Paulo Maia, apesar de sublinhar "não saber se é da competência da Junta ou não" contestou o facto das estradas da freguesia terem "demasiadas contínuas", em zonas que não são de perigo e por "onde passam veículos muito lentos", referindo-se a máquinas e tractores agrícolas.

Sobre a sinalização, Fernando Moreira afirmou que "já foi discutido com a autarquia", mas lembrou que estes assuntos "são sempre demorados".

As linhas contínuas "na estrada em direcção à Trofa, regra geral, estão bem colocadas" na opinião do presidente, que aproveitou para esclarecer que as linhas colocadas "não são da responsabilidade da Junta".

José Carlos Marques, membro social democrata, louvou o facto da Ponte de Coura "já ter um tapete novo", pena é "não ser até Santo Tirso". Fernando Moreira respondeu que a obra ainda não está concluída, pois "os empreiteiros consideram que existem curvas que necessitam de ser corrigidas e depois falta levantar valetas e isso demora o seu tempo".

Antes da apresentação do primeiro ponto do período da ordem do dia, o presidente da mesa da Assembleia, Manuel Martins felicitou o executivo por ter lançado a informação relativa à actividade da Junta por escrito "como manda a lei", afirmando estar "orgulhoso" da gestão do líder Fernando Moreira, independentemente de este ser "da mesma cor política" de Manuel Martins. "Eu apelo para que ajudemos o executivo e não o puxemos para trás", referiu.

O presidente expôs a actividade da Junta desde a última assembleia, começando por anunciar que a escritura para o terreno da nova sede "já foi feito. O terreno já é da propriedade da Junta. O projecto deve ser lançado para concurso ainda este ano", revelou.

A fábrica da Igreja foi a entidade apoiada financeiramente pela Junta nestes últimos meses, com 7500 euros de subsídio, que serão atribuídos em duas quantias, inicialmente com 4500 euros e o restante estará referenciado na próxima assembleia. Este subsídio reuniu o apoio unânime dos elementos da mesa, que apenas lamentou, pela voz dos socialistas Paulo Maia e Domingos Faria, a "falha grave" que foi a não colocação de asfalto "na rua do Cruzeiro".

Cátia Veloso