Existem pessoas que têm dias (para não dizer sempre) que a sua disposição em aceitar o que os outros dizem ou fazem é nula ou próxima de zero. Não importa do que se fala ou escreve: são SIMPLESMENTE DO CONTRA.

Não sei o que lhes causa tamanha relutância em aceitarem, de vez em quando, o TRABALHO e a opinião dos outros. Talvez seja uma revolta do intelecto, uma repulsa a qualquer coisa que possa ser uma agressão.

É como a mulher estuprada, que depois do acto violento tem dificuldades para se relacionar novamente.

Nos dias normais essas pessoas não têm paciência em responder de uma forma construtiva ou de explicarem  algo que, na opinião deles, não está certo. Parece que têm um prazer quase sádico em demonstrar que isto ou aquilo é errado, por mil e uma razões. Chegam a ser violentos (com as palavras, é claro).

Mas os "atingidos" não se ofendem? Não lhes interessa ou até ficam contentes! A confirmar-se o referido contentamento, podemos afirmar que o objectivo era mesmo esse. 

Por outro lado, em tudo o que dizem ou fazem dão a entender, para os mais distraídos, que são os DONOS DA VERDADE ABSOLUTA.

Perguntarão: mas existem pessoas assim? Pessoas que são sempre do CONTRA? A nossa resposta é que infelizmente existem e por vezes estão tão perto de nós que até nem nos apercebemos. Façam uma pequena pausa e pensem em algumas das "intervenções", quer pessoais, quer profissionais, quer políticas ou outras, que foram proferidas nos tempos mais próximos… algumas até muito recentes!

Temos quase a certeza de que encontraram nas "intervenções" supra mencionadas casos onde um determinado tipo de pessoas se "encaixa" no que atrás referimos.

É que existem muitas formas de ser do CONTRA. Como diz o ditado popular: "há muitas formas de matar pulgas"!

Se analisarmos bem por quem estamos rodeados? Vemos todo o tipo de pessoas, nomeadamente engenheiros, doutores, psicólogos, seres espirituais, verdadeiros cientistas! E o mais incrível é que eles não estudaram para isso, portanto, isto deve ser um dom natural!!!

No entanto, também temos uma teoria: talvez o "espírito" dessas pessoas se vá embora porque tenha pena delas, pensando que não conseguirá prejudicá-las mais do que o mal que a própria "estupidez" destas criaturas fazem.

Então utilizam como "escudo" a contrariedade. A negação. O repúdio. É uma pena, por todos os motivos, mas o facto de estarmos a "viver" o Ano Europeu para a Promoção da Igualdade de Oportunidades resta-nos aceitar tais comportamentos sem qualquer retaliação, tentando perceber os verdadeiros motivos, pois só assim poderemos "combater" construtivamente tais atitudes. Terminamos dizendo:

NEM OITO NEM OITENTA!

Alberto Maia