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Ano 2011

Setor leiteiro da Trofa é dos mais representativos na Cooperativa

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Cooperativa dos Agricultores dos concelhos de Santo Tirso e Trofa tem uma média anual de 16 milhões de euros de volume de negócios. Destes, seis milhões de euros são conseguidos na venda de leite proveniente de explorações da Trofa.

Cerca de 38 por cento do volume de negócios da Cooperativa dos Agricultores dos concelhos de Santo Tirso e Trofa provém do leite comercializado por produtores oriundos do município trofense. Este valor mostra a importância do setor no concelho e da participação dos agricultores nesta organização que surge no 34º lugar das maiores cooperativas de Portugal, com 16 milhões de euros de volume de vendas. Se contabilizarmos apenas as que são do mesmo ramo – agricultura – surge no 18º posto.

“Para nós é uma boa posição, mas deve-se única e exclusivamente, ao trabalho e dedicação dos nossos produtores”, frisou Vítor Maia, presidente da Cooperativa, que em entrevista ao NT fez um balanço da atividade e as preocupações que assolam os agricultores numa fase de contenção financeira.

Com cerca de mil associados, a Cooperativa consegue, em média, um volume de negócios de cerca de 16 milhões de euros por ano, resultantes da atividade de cerca de 150 produtores. Desse valor, nove milhões provêm da venda de leite, 28 milhões de litros por ano, que espelham a representatividade do setor na Cooperativa.

Além do leite, também a exploração de gado de engorda e alguns produtos para a vinha são outras secções da organização, que resolveu representar dois concelhos, mesmo depois da emancipação da Trofa, em 1998.

Mas também há a componente social: “Funcionamos como amortecedores do setor agrícola, atendendo à dificuldade que os produtores estão a atravessar. A Cooperativa escoa a produção dos associados e presta-lhes serviços necessários em termos de sanidade animal e formação profissional. Também facilitamos nos créditos, alongando-os dentro do que é aceitável. Este apoio é fundamental num momento em que até a banca está fechada”. Para além disso, a organização “criou uma empresa de contabilidade com o objetivo de prestar apoio, nesta área, aos produtores”.

Vítor Maia não esconde as grandes dificuldades por que passam os agricultores nem é alheio às suas preocupações. O presidente da Cooperativa fala mesmo na “iminência do encerramento de muitas explorações agrícolas, devido aos custos de produção”. Isto, porque os preços de produção mantém-se os mesmos há anos, mas os fatores de produção inflacionaram, assim como o preço final para o consumidor. Para Vítor Maia esta é uma consequência do “domínio” das cadeias de distribuição no mercado. “Ao terem uma posição dominante, impõem as suas regas. Era necessário regulamentar todo este setor da distribuição para que o comércio fosse mais justo. É um absurdo ver notícias que dizem que o Pingo Doce é o 5º maior importador do País, logo a seguir às petrolíferas”, asseverou. Daí que, ao haver importação, “o mercado nacional encharca e a oferta passa a ser superior à procura”. “A produção de carne representa 60 por cento do consumo nacional e nunca falta. O preço de carne ao produtor está aos preços de há 30 anos, quando o consumidor paga não sei quantas vezes mais, assim como também os fatores de produção subiram. O setor agrícola está a ser asfixiado e não basta ao senhor Presidente da República e outros políticos dizerem que é preciso olhar para a agricultura e incentivar jovens agricultores, porque com estas condições não há ninguém que venha para a agricultura”, frisou.

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Vítor Maia salientou que o setor “está a ficar envelhecido”, porque “os filhos dos agricultores não querem continuar com a vida dos pais”. “As condições de trabalho não são ideais e quem trabalha todos os dias da semana, incluindo feriados, tem que ser bem remunerado, o que não está a acontecer. Isto vai dar origem a que cada vez mais haja menos jovens agricultores e no futuro vamos pagar por estes erros”, concluiu.

Apesar das dificuldades, o presidente da Cooperativa apelou a que os produtores “continuem a lutar”.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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