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Sétima Legião no Coliseu do Porto Foto-Reportagem

Sétima Legião no Coliseu do Porto Foto-Reportagem

Numa noite fria de Outono, perante um coliseu longe de estar cheio, esteve no palco da sala de espectáculos do Porto a Sétima Legião.

Juntos a comemorarem os 30 anos desta magnífica banda, os seus 7 elementos estiveram á altura do desafio, que passava por interpretar as canções que fizeram a sua história e a história da música portuguesa dos anos 80 e 90.

O concerto não poderia ter melhor mote para o arranque. O Baile (Das Sete Partidas)” reflecte na perfeição a simbiose sonora da Sétima legião, entre o new wave do início dos anos 80 e os sons célticos e tradicionais que os imortalizaram.

E com este arranque cheio de energia e dançante, a Sétima Legião foi desfiando um magnífico conjunto de canções que são a sua bagagem e que na sua maioria são verdadeiros hit’s. “Noutro Lugar”, “Reconquista” “Sem Ter Quem Amar” e tantas outras canções foram ouvidas e sentidas, num cenário minimalista e algo negro, próprio de uma banda que vem de um tempo em que a música e os concertos se faziam assim.

Apesar de uma casa pouco cheia, e com o inconveniente de haver cadeiras na plateia (impróprio de um concerto de rock), o público soube vibrar e saltou das cadeiras em temas como “Sete Mares” e “Por quem não esqueci” (tocados duas vezes). Destaque para a energia ainda muito grande do percussionista Paulo Abelho que foi instigando o público a levantar-se, saltar e dançar

Houve tempo para convidados como um grupo de gaiteiros em “Caminhos De Santiago” e de Manuel Paulo que veio dar uma ajuda enquanto Ricardo Camacho (teclas) foi dar uns toques para a guitarra. E ainda houve tempo para tocar uma versão de um tema que os encanta “Atmosphere” dos lendários e influentes na banda Joy Division.

Este foi um concerto cheio de saudades. De um tempo que já não volta e de uns músicos que souberam dar corpo a um conjunto de canções que já são imortais e que há muito deixaram de lhes pertencer.

Destaque para a energia ainda muito grande do percussionista Paulo Abelho que foi instigando o público a levantar-se, saltar e dançar.

Mesmo que este seja o adeus definitivo, soube a pouco e ficar-se-ia mais duas ou três horas a ouvir esta banda, que ainda assim regressou 4 vezes ao palco e regressaria mais, se os deixassem.

Texto: Ângelo Ferreira

Fotos: Miguel Pereira

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