Face à cessação de contrato da LS Soccer e à saída de José Leitão, o Trofense caiu num vazio diretivo. Sete sócios voluntariaram-se para tentar inscrever clube na 2ª Liga. 

A situação do Clube Desportivo Trofense está cada vez mais insustentável. A assembleia geral extraordinária que iria servir para a eleição dos novos órgãos sociais, com a presença do investidor Lucas Santos, acabou por ditar um vazio diretivo no clube.

O representante LS Soccer esteve reunido com José Leitão na sexta-feira, um dia antes da assembleia, e acabou por rescindir o contrato onde estava previsto que a empresa gerisse as próximas cinco épocas desportivas do clube. José Leitão anunciou aos sócios a reviravolta neste processo, afirmando que “ele não fugiu, fizeram-no fugir”. “O contrato constava que ele se responsabilizava por um milhão e meio de dívidas, mas com as últimas notícias e penhoras feitas, essas já vão em dois milhões. E eu não sei o que está atrás da porta, porque podem aparecer mais. O contrato estabelecia que se qualquer uma das partes quebrasse o acordo, teria de pagar 300 mil euros, que era o caso do Trofense, pelo que conseguimos cessá-lo por mútuo acordo”, explicou.

Lucas Santos terá abandonado o projeto “triste”, como referiu José Leitão, pois “o Trofense era uma porta aberta para o seu futuro”. Já o Trofense ficou “órfão” de uma alternativa e sem a bomba de oxigénio para sobreviver.

Sem parceria, o emblema da Trofa estava refém da apresentação de uma nova lista que sucedesse a José Leitão. Como não apareceu, Luís Cameirão, que foi convidado a dirigir a assembleia, sugeriu que alguns sócios se voluntariassem para encetar diligências para dotar o clube de uma nova direção ou comissão administrativa, para se apresentar na nova assembleia marcada para 13 de julho. Eugénio Gomes, Ricardo Santos, Bruno Ferreira, Tomé Carvalho, Vasco Sampaio, João Castro Gomes e Alfredo Gomes aceitaram o desafio.

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