Unidade de Saúde Familiar. Esta é a partir de agora a nova denominação do centro de Saúde de S. Romão do Coronado que está a sofrer obras de recuperação que deverão ficar concluídas até 14 de Dezembro. Melhores condições de trabalho, um orçamento próprio e mais um médico de família são algumas das melhorias introduzidas nesta unidades que completa este ano 15 anos de vida.

  Com uma população de cercada de 11 mil utentes, o centro de Saúde de S. Romão do Coronado, agora designado de Unidade de Saúde Familiar vai contar já a partir do próximo dia 17 de Dezembro com um edifício totalmente remodelado e mais um médico de família.

O velho edifício, que completa a 19 de Dezembro 15 anos de idade está a sofrer obras de remodelação no interior, ficando dotado de um gabinete para cada médico de família uma sala de espera comum, serviços de secretaria e área reservada à direcção, cuja inauguração deverá ocorrer a 14 de Dezembro.

Enquanto decorrem as obras o s serviços mínimos (consulta aberta) estão a funcionar nas instalações da Junta de Freguesia de S. Romão, numa sala cedida pelo executivo para que durante aproximadamente quinze dias os utentes possam continuar a ser atendidos.

De acordo com Renato Faria, responsável pelo Centro de Saúde da Trofa, composto pela Unidade da Trofa, Extensão de Alvarelhos e Unidade de Saúde Familiar "a Unidade de S. Romão abrange uma população de cerca de 11 mil utentes das freguesias de S. Romão, S. Mamede do Coronado, Covelas e Folgosa que pertence ao concelho da Maia. Esta unidade tem neste momento cinco médicos estando já prevista a colocação de mais um médico, ficando assim cada um dos profissionais com cerca de 1830 utentes". Mas as alterações não se ficam por aqui. Todos os utentes daquela unidade passam a ter um medico de família, que é substituído por outro colega sempre que necessário, deixando o utente de ficar sem medico durante as ferias ou nos dias em que o deu medico não esteja de serviço.

A directora da Unidade de Saúde Familiar é Dulcídia Castro, actual responsável pelos serviços.

Unidades de Saúde Familiar (USF), não são do que pequenas equipas constituídas por três a oito médicos de família, igual número de enfermeiros de família e um número variável de profissionais administrativos, abrangendo uma população entre os quatro mil e os 14 mil indivíduos. Estas equipas terão autonomia organizativa funcional e técnica e um sistema retributivo sensível ao desempenho, que permitirá premiar a produtividade, a acessibilidade e, sobretudo, a qualidade.

 

As USF têm por missão e responsabilidade manter e melhorar o estado de saúde das pessoas por elas abrangidas, através da prestação de cuidados de saúde gerais, de forma personalizada, com boa acessibilidade e continuidade. São serviços de saúde de proximidade, de pequena dimensão, inseridos na comunidade, de contacto fácil e afável na relação que estabelecem com os utilizadores.

 

O Conselho de Ministros criou, em Outubro passado, na dependência directa do Ministro da Saúde, a Missão para os Cuidados de Saúde Primários (MCSP), com a responsabilidade de conduzir o projecto global de lançamento, coordenação e acompanhamento da estratégia de reconfiguração dos centros de saúde e implementação das unidades de saúde familiar.