Já depois de ser anunciado como candidato e de ter assinado o acordo de coligação entre o PSD e o CDS-PP, Sérgio Humberto apresentou, oficialmente, a sua candidatura à Câmara Municipal da Trofa, no sábado, 23 de março.

 O salão nobre dos Bombeiros Voluntários foi pequeno para acolher todos aqueles que quiseram marcar presença na sessão de apresentação da candidatura de Sérgio Humberto à autarquia da Trofa, onde as primeiras filas estavam reservadas aos candidatos às assembleias de freguesia.

Para além do apoio dos candidatos do PSD às autarquias da Maia e de Santo Tirso, Bragança Fernandes e Alírio Canceles, respetivamente, Sérgio Humberto surgiu ao lado do vice-presidente do PSD, Jorge Moreira da Silva, e do deputado europeu do CDS, Nuno Melo.

“Compromisso 2017” foi a denominação dada pela coligação para “um plano de investimento”, que visa desenvolver “um conjunto de iniciativas de âmbito social, económico, educacional e cultural”, anunciou Sérgio Humberto.

E um dos primeiros compromissos tem a ver com as acessibilidades. “Nenhuma terra se pode desenvolver com uma rede viária em mau estado de conservação. É vergonhoso o estado a que chegaram as nossas vias. É fundamental enfrentar este problema sério e grave”, afiançou, garantindo que “não é preciso muito dinheiro” para “acabar com os buracos, construir alternativas e promover os melhoramentos necessários”.

Sérgio Humberto prometeu ter uma “voz ativa em Lisboa” para lutar pelas variantes e pelo metro. “Esses projetos estão sempre em cima da mesa, quer estejamos na oposição, quer estejamos no poder. Independentemente do partido que esteja no governo central, vamos fazer ouvir a nossa razão até que a voz nos doa”, sublinhou.

E se do ponto de vista empresarial, Sérgio Humberto garantiu que, se ganhar as eleições, “qualquer empresa que se queira instalar na Trofa terá licenciamento na hora”, já no que diz respeito às IPSS e associações, essas “podem auxiliar no compromisso”. “Connosco existirá um plano social para o concelho, onde as carências sociais serão combatidas, assim como a solidão dos nossos idosos, que serão envolvidos em projetos ativos”, evidenciou.

 

Críticas ao atual executivo camarário socialista

As críticas ao atual executivo camarário socialista também tiveram espaço no discurso: “A taxa de desemprego no nosso concelho, infelizmente, já ultrapassou os 20 por cento e nós perguntamos o que é que esta Câmara Municipal liderada pelo PS fez? Absolutamente nada. Esqueceu o tecido empresarial”.

Sérgio Humberto apontou ainda armas ao facto de o projeto da Área de Localização Empresarial ter caído. “Perdemos um projeto de 40 milhões de euros, em que a Câmara gastaria no máximo dos máximos 200 ou 300 mil euros, porque anulou um concurso internacional e quis entregar em forma de ajuste direto a um consórcio de Braga, mas esse ajuste foi anulado pelo Tribunal de Contas e pelo Tribunal Administrativo de Penafiel, devido a um conjunto de ilegalidades”, frisou.

O social-democrata afirmou ainda que o executivo socialista esteve “três anos e meio” a “viver no passado, esquecendo quem vive no presente” e que não fez “nada” de “positivo” em áreas como “acessibilidades, políticas sociais, apoio ao comércio tradicional, políticas de desenvolvimento económico, juventude e desporto”.

“Dizer que esta Câmara liderada pelo Partido Socialista é incompetente é um elogio, é pior que incompetente, é zero, é impossível fazer pior”, asseverou.

Nuno Melo afirmou que “a Trofa, nesta legislatura que finda, tem marcado passo” e que “agora tem a oportunidade de renascer a pensar num ciclo de desenvolvimento e crescimento”. “Eu não tenho dúvidas que sendo o doutor Sérgio Humberto um dirigente do PSD, enquanto candidato é muito mais que isso e teve a enorme capacidade de não revelar apenas o interesse partidário, ter consigo um outro partido que forma agora uma coligação que, a pensar na Trofa e assente em valores, vencerá uma batalha para bem de todos”, referiu.

Sérgio Humberto apelou ainda à participação da população no projeto da coligação, com ideias para o programa eleitoral.

A sessão pública foi aproveitada por Jorge Moreira da Silva e Nuno Melo para justificar as medidas do Governo e criticar a moção de censura do PS.