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Ano 2011

“Ser Voluntário, ser +” debatido na Trofa (c/video)

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A autarquia trofense promoveu uma tertúlia sobre o voluntariado na Junta de S. Martinho de Bougado. Foram muitos os voluntários que compareceram para testemunhar a sua experiência e assinalar o Ano Europeu do Voluntariado.

Se entrasse no auditório da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado na terça-feira, 19 de outubro, e se deparasse com pessoas reunidas a tomarem o chá das cinco, o que pensaria? Que estava perante um workshop de inglês? Mas não estava. “Ser voluntário, ser +” foi o nome que a autarquia trofense escolheu para esta tertúlia, que permitiu aos participantes trocarem experiências sobre os seus atos de voluntariado. Neste encontro, a Câmara Municipal da Trofa fez questão de apresentar ao público o projeto “Trofa Solidária”. “Ainda está em fase de implementação, mas vai precisar de uma forte dinamização do banco de voluntariado. É certo que muita gente nem sequer sabia da sua existência, mas agora ficaram a conhecer e pode ser que assim quando o projeto estiver em marcha hajam muitos voluntários a colaborarem com o trabalho técnico que vai ser feito”, asseverou o vereador do pelouro da Ação Social da autarquia trofense, José Magalhães Moreira.

O projeto “Trofa Solidária” foi apresentado na Assembleia Municipal, em dezembro de 2010. Segundo Magalhães Moreira este é um programa que é “capitaneado pela Loja Social” e que pretende ser mais eficaz nas respostas dadas à população. “A Loja Social é uma valência informal, mas protocolada entra a Câmara Municipal da Trofa, a Segurança Social, a Cruz Vermelha, a Santa Casa da Misericórdia e a ASAS. O seu trabalho vai basear-se no rastreio de todas as necessidades que existem no concelho. Quando este projeto estiver a funcionar ninguém vai perceber que a Câmara da Trofa está envolvida neste projeto, uma vez que este é um trabalho que será feito por todos com respeito pela identidade de cada uma das instituições e do seu modo próprio de funcionar”, adiantou.

Nesta tertúlia havia uma convidada muito especial: Paula França. A coordenadora do Núcleo do Porto de Investigação dos Sem Abrigo (NPISA) veio até à Trofa para animar este evento e moderar as discussões entre os voluntários. “Nesta tertúlia pretendia-se que as pessoas discutissem temas que aflijam a própria organização do voluntariado nos dias de hoje. Perante isto decidi mostrar um filme feito numa das rondas dos sem abrigo, no Porto, e lançar o repto sobre qual o papel do voluntariado no combate aos problemas que afligem os voluntários na Trofa”, afirmou.

A coordenadora do NPISA ficou com a sensação de que existem muitos voluntários na Trofa que pretendem fazer mais e melhor. “Foi bom saber que na Trofa existe matéria humana para trabalhar. Aqui encontrei gente que pretende ajudar o próximo e também encontrei pessoas que quiseram partilhar a experiência de terem sido ajudadas”, realçou.

Para Paula França o voluntariado não deveria ser uma opção, mas sim um dever. “A questão do voluntariado não é uma questão de necessidade, é antes um papel do cidadão. O voluntariado deve fazer parte da nossa educação”, realçou.

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No meio de uma plateia maioritariamente feminina, António Moreira, era um dos voluntários que se destacava. Este “jovem” acredita piamente que o bichinho do voluntariado nasceu com ele. “O voluntariado surgiu em mim quando eu ainda era pequeno e já tinha objetivos de apoiar os mais desfavorecidos. Por isso é que eu acho que nasci para ser amigo dos idosos”, admitiu com um brilho nos olhos.

Já Maria Fernanda começou por ser voluntária no Hospital de Santo Tirso, mas a experiência levou-a até à Santa Casa da Misericórdia de onde nunca mais saiu. “Vou todas as quartas-feiras e contribuo para a felicidade dos idosos. Por exemplo, canto com eles os cânticos da missa, da desfolhada e da vindima”, referiu sorridente.

Com 77 anos, esta voluntária acredita que nem todas as pessoas têm perfil para fazerem o bem. “Nem toda a gente serve. Para ser voluntário de um lar não podemos ter receio de pegar na mão do idoso, de lhe dar um beijo ou de lhe mudar a fralda. O que sei é que se deve fazer voluntariado por vocação e não por vaidade”, acrescentou Maria Fernanda.

 

 

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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