Trofáguas pretende reduzir o défice de 60 por cento na recolha e tratamento de resíduos

Poupar separando os resíduos é a aposta da Trofáguas, Empresa Municipal responsável pela gestão da recolha de resíduos sólidos domésticos no concelho da Trofa. A empresa procedeu à colocação de sete estruturas enterradas para a recolha de resíduos domésticos no centro da cidade, apostando sobretudo da separação.

  Noventa mil euros é o valor que a Trofáguas está a investir na colocação de sete estruturas enterradas, três ecopontos para recolha selectiva e quatro de recolha de indiferenciados, na Rua Infante D. Henrique, na cidade da Trofa.

Em conferência de imprensa realizada esta segunda-feira o presidente do conselho de Administração, António Pontes, garantiu que "é objectivo da empresa conseguir que o sistema se torne auto-suficiente ou seja que as receitas provenientes das tarifas de resíduos sejam suficientes para cobrir as despesas", salientou.

Numa primeira fase a Trofáguas está a colocar uma estrutura enterrada para dois contentores de mil litros junto ao Edifício Ferreirinhas II, uma estrutura enterrada para dois contentores de mil litros e um ecoponto enterrado junto ao Edifício Infante. No projecto está ainda prevista a colocação de uma estrutura enterrada para dois contentores de mil litros e um ecoponto junto do edifício Terraços do Infante estando ainda prevista a colocação, junto ao Pomar de Santo António de dois contentores de mil litros e um ecoponto, num investimento total de 90 mil euros.

António Pontes confidenciou ao NT que quer "dotar o concelho de tudo aquilo que for possível para que através da via da separação e da via da redução, se possa conseguir que a receita cubra a despesa sem ter que aumentar muito as tarifas", ressalvando no entanto que "conseguir um sistema auto-sustentado sem mexer nas tarifas vai ser quase impossível", asseverou.

O presidente do conselho de Administração relembrou que o Quadro Estratégico de Referência Nacional (QREN 2007/2013) tem directivas muito claras que impõem que os "investimentos comparticipados pelo QREN têm de se auto-sustentar para que haja essa comparticipação, caso contrario o QREN já nem permite o respectivo financiamento, estamos a entrar em tempos que são de alguma exigência e portanto há que nos adaptarmos o mais depressa possível".

"Com este projecto verifica-se uma aposta clara no aumento da capacidade de deposição selectiva dos resíduos,que actualmente é de 16500 litros", frisou António Pontes.

Pontes reiterou que "é o caminho da separação, que deve ser seguido e desenvolvido", e mostrou-se esperançado quanto ao acordo estabelecido entre a AMAVE – Associação de Municípios do Vale do Ave e a Lipor que passa pela pela queima do refugo proveniente da Estação de Tratamento, e a sua queima com a consequente valorização energética que permite a venda dessa energia à EDP, possibilitando assim a redução da tarifa paga pelos municípios". Assim, será possível que apenas 10 por cento do refugo seja depositado em aterro, diminuindo-se assim os gastos com esta deposição.

Os números

Os moradores da Rua Infante D. Henrique passam assim a dispor de uma capacidade de deposição de 11000 litros para os resíduos indiferenciados e 36 mil litros de resíduos selectivos entre papel e cartão, plastico/metal e vidro por pontos de recolha.

Com estes equipamentos passarão a ser 32 os equipamentos enterrados para deposição indiferenciada e 16 equipamentos enterrados para deposição selectiva.