A associação Muro de Abrigo dinamizou, na tarde de quinta-feira, dia 7 de fevereiro, uma festa dedicada ao Carnaval, que contou com a participação de várias instituições trofenses.

 Aproveitando a festa de Carnaval, organizada pela Muro de Abrigo, um casal de noivos decidiu casar-se. Para a cerimónia, chamaram os padrinhos e até o padre. Até aqui tudo bem, mas a cerimónia foi feita entre fantasmas que teve como celebrante não um padre, mas uma “madre” que desconhecia os rituais da cerimónia. Mas com ajuda, o casamento lá se consumou.

Este foi um dos momentos de animação protagonizados pelos utentes da Muro de Abrigo, que também declamaram poemas e interpretaram cânticos bem conhecidos da sua infância. O convite para participar nesta festa de Carnaval foi extensível a “todas as associações do concelho”. Aceitaram os utentes da ASCOR (Associação de Solidariedade Social do Coronado), do Centro Comunitário da Trofa da ASAS (Associação de Solidariedade e Acção Social de Santo Tirso), Santa Casa da Misericórdia da Trofa e Lar Padre Joaquim Ribeiro.

Segundo Fátima Silva, presidente da Muro de Abrigo, já é habitual “todos os anos” organizar-se a festa de Carnaval, que se realiza na ASAS ou no Muro, onde são convidadas todas as instituições presentes. Para a Muro de Abrigo, esta é uma festa “muito forte” e que começa a ser preparada em janeiro, “logo a seguir ao cantar das janeiras”, uma vez que traz “muita alegria” aos utentes.

Contrariamente a anos anteriores, desta vez a associação decidiu que as máscaras deviam ser de “tema livre”, de forma as pessoas darem “largas à imaginação”, havendo por isso, uma variedade de máscaras “muito grande”.

No momento de fazer um balanço de mais uma iniciativa, Fátima Silva denotou que foi “mais uma tarde de alegria, bem passada e com muita simplicidade”, onde “ninguém estava triste”, mas sim com “um sorriso de orelha a orelha”.

Para muitos, esta terá sido a primeira vez que colocaram uma máscara e brincaram ao Carnaval, isto porque “antigamente era um tabu enorme”. “Temos uma senhora que foi a primeira vez que fez isto. Ela dizia sempre que não queria nada, mas era das pessoas mais animadas e dançou até ao fim. Ficou com uma alegria enorme”, afirmou a presidente da associação, mencionando que é este o objetivo da associação: “Tentar proporcionar às pessoas alegria, boa disposição e convívio”.

Será este o elixir da longevidade, pois, além de as pessoas viverem “mais tempo”, são “mais felizes e estão melhores na vida”. Nesse sentido, para Fátima Silva é “muito importante” trabalharem durante todo o ano com o objetivo “sempre de uma festa”, sendo feitas “várias” ao longo do ano. Depois do Carnaval, a Muro de Abrigo costuma celebrar a primavera, com a plantação de uma árvore no Lar Padre Joaquim Ribeiro e com a feitura à mão de “muitas flores”. Segue-se depois os Santos Populares e, depois do “interregno das férias”, começa-se a preparar o S. Martinho e, às vezes, por altura de setembro, uma festa de boas-vindas. O cantar das janeiras pelo Natal também é “muito importante” e uma “mais-valia” para os seniores, pois eles visitam outras associações, nomeadamente o Lar Padre Joaquim Ribeiro e a Santa Casa da Misericórdia da Trofa, que tem “muita gente dependente”.