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Edição 585

Semáforos voltam a funcionar

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Um pouco por todo o concelho, os semáforos que se encontravam desligados voltaram a “ganhar” luz, durante o dia 5 de agosto, através da intervenção da empresa Soltráfego – Soluções de Trânsito, Estacionamento e Comunicações, S.A.
No entroncamento entre a Rua do Horizonte, na Estrada Nacional 318, e a Rua dos Descobrimentos, em S. Romão do Coronado, os semáforos, que há muito não estavam a funcionar, estão novamente ligados. Já os semáforos no entroncamento junto à Igreja Matriz de S. Romão, na EN 318, se encontravam a funcionar na manhã de 5 de agosto, assim como os do entroncamento da EN 104, em Bairros, Santiago de Bougado, que já não funcionavam há, pelo menos, mais de dois anos.
Recorde-se que, numa edição de abril, o NT tinha dado conta que quase todos os semáforos do concelho estavam sem funcionar, tendo-se registado acidentes e atropelamentos nalguns locais. Em dezembro de 2015, quando questionado por Manuel Silva, o presidente da Câmara Municipal da Trofa, Sérgio Humberto, afirmou que “quase todos os semáforos do concelho estão caducos” e que “já foi elaborado um estudo” para colocar nova sinalização luminosa” e “fazer a manutenção e substituir as lâmpadas por outras LED”. Mas antes, a 6 de novembro de 2014, o autarca tinha dito que “o problema estava a ser tratado e que era expectável a sua rápida resolução”.
Só a 6 de julho deste ano foi assinado um ajuste direto de “72 mil euros” à Soltráfego para a “manutenção dos equipamentos dos sistemas de infraestruturas semafóricas municipais”, por um período de “36 meses”. A manutenção terá começado a ser feita na manhã do dia 5 de agosto, mas, à hora do fecho da edição, continuavam desligados os semáforos da Rua 16 de Maio, junto à Cepsa, assim como três na Rua Dona Goncinha, na EN 104.

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Edição 585

Sorria hoje, antes que o sorriso pague imposto!

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O XXI Governo Constitucional chefiado por António Costa tomou posse em 26 de novembro de 2015 (já lá vão mais de 250 dias!) e começou logo em campanha eleitoral, atacando o anterior Governo e anunciando o fim da austeridade, o fim da crise. Bonitas palavras que só serviram para encher as páginas do discurso de tomada de posse e para satisfazer os seus parceiros comunistas e bloquistas.
 As novas regras do IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis, que foram promulgadas pelo Presidente da República no primeiro dia deste mês, para além do aumento de receitas para o Estado, também vêm mostrar, a quem tiver a mente aberta, que afinal a austeridade não acabou, o fim da crise não acabou. Num dos países em que muitos dos seus habitantes são proprietários da sua habitação, já liquidada ou pagando a mensalidade ao banco (a maioria) é um autêntico aumento de impostos, que tentaram encapotar. Cerca de 95% dos portugueses que possuem (ou estão a pagar ao banco) uma casa estão em risco de pagar mais 20% de IMI e os outros 5% poderão ter uma dedução até 10%. Uma coisa é certa: acabaremos todos por pagar mais impostos. E dizem que a austeridade já acabou!?
No anterior Governo a dívida pública era a tragédia e passados os 8 meses de Governo Socialista & Companhia, a dívida aumentou para valores absurdos! Os moralistas de outrora renderam-se! Em termos políticos é interessante verificar que os comunistas e os bloquistas, que deram o poder a António Costa para edificar a “Geringonça” estão «quedos e mudos» perante tão grave situação e perante os disparates que acontecem todos os dias. Os comunistas dizem que não comentam a alteração ao IMI, enquanto os bloquistas nem sequer «abrem a boca» para dizer seja o que for. É um ensurdecedor silêncio!  
Pelas novas regras, que o governo de António Costa criou, uma casa com boa exposição solar e com boa vista pode agravar o Imposto sobre Imóveis em 20%. Tanta subjetividade!? O que é isso de “boa exposição solar”? Todas as casas em Portugal têm exposição solar, porque somos um país meridional e sol é uma das coisas que mais abunda. Será que a governação quer dizer que é uma casa virada para o solário lá do sítio? E o que é isso de “boa vista”? É por estar virada para o monte, para o rio, para o mar, para a vizinha do 5º andar do prédio da frente que é um espetáculo ou para o Estádio do Boavista?
Este novo imposto encapotado comprova que quando ao preconceito ideológico se junta um pouco do resquício saudosista da luta de classes, os disparates abundam.
Este novo descalabro para os portugueses, para o país e para a nossa economia é uma nova forma de ir aos bolsos dos contribuintes, que não ajuda nada as famílias portuguesas e também não ajuda nada a reativar a economia. É mais um imposto! E dizem que já não há crise!? É um autêntico aumento de impostos para os portugueses, mas para os partidos políticos as suas sedes espalhadas pelo país, e são muitas, estão isentas de IMI.
Este novo imposto trata-se do coeficiente de “localização e operacionalidade relativa”, que faz parte da complexa fórmula de cálculo do Imposto Municipal sobre Imóveis. A alteração consta de um diploma que engloba também alterações ao nível do IRS, do IVA e do Imposto de Selo. E diz António Costa que a crise já acabou, que a austeridade já acabou! O que inventaria, o que criaria, em termos de carga fiscal, se não tivesse acabado? É um verdadeiro artista, que já mostrou as suas habilidades, desde que formou a “Geringonça”!
Preparemo-nos para tudo, pois tudo é possível e em breve em vez de ler nos cartazes dos estabelecimentos comerciais: “Sorria, pois está a ser filmado”, talvez vá começar a ler: “Sorria hoje, antes que o sorriso pague imposto” ou “Não respire muito, pois António Costa pode reparar e lembrar-se também de cobrar imposto, pelo ar que respira”.  
moreira.da.silva@sapo.pt
www.moreiradasilva.pt

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Andor da Senhora das Dores pesa uma tonelada e está pronto para a procissão

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João Silva, de 32 anos, está nestas andanças há 20 e o tio José Silva, de 51, há mais de 30. Ambos começaram por influência de João Silva (pai), armador de profissão há quase quatro décadas, gerente da Funerária Trofense. João Silva, o filho e o irmão são responsáveis pela armação e decoração do andor de Nossa Senhora das Dores, que vai participar na procissão em honra da padroeira, no próximo dia 21 de agosto, pelas 17 horas.
“Antigamente, não eram tão recheados, não havia brilhantes, eram outras matérias”, recordou José Silva. Depois, “foram evoluindo e crescendo”, acrescentou. Agora, quem olha para eles vê mais do que um simples andor, vê a arte que sai das mãos de quem prescinde de máquinas e usa apenas um martelo como auxiliar. “O ano passado fizemos três andores: Paranho, Valdeirigo e Esprela. Este ano, reunimos na empresa e decidimos que só íamos fazer o da Senhora das Dores. Enquanto pudermos fazer, nós fazemos”, explicou João Silva.
Foram precisas muitas horas de trabalho no salão paroquial de S. Martinho de Bougado, ao longo de 15 dias, para que o andor estivesse pronto. Em tons de azul e branco, com materiais que resistem ao tempo, alguns deles desde 1972, mas também franjas, pérolas, fitas e flores, o andor de Nossa Senhora das Dores sai à rua a 21 de agosto, um dia que começa cedo para pai, filho e tio. “Nós chegamos às 7 horas, pomos o andor lá fora deitado, montamos as peças e com a ajuda dos nossos colaboradores e também dos outros colegas levantamos o andor já com as peças principais. Depois só temos que colocar as peças laterais”, descreveu João Silva. Nesse dia, são milhares os que se espalham pelas ruas da Trofa para apreciar os andores que dão vida à procissão em honra de Nossa Senhora das Dores, que arranca da Igreja Matriz, passa pela Rua Conde S. Bento, segue em direção ao Parque de Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro, dá a tradicional volta à Capela de Nossa Senhora das Dores e regressa ao ponto de partida.

Tradição com passado e futuro

Dito assim, parece fácil. No entanto há histórias que não saem da memória. José Silva relembra o momento em que a chuva veio dificultar a missão de quem carrega os andores, que por si só já são pesados. “Há muitas histórias caricatas, só um livro para se fazer história”, comentou José Silva. “Já ardeu um, outro caiu à linha (de comboio), outro vinha pesado demais e os homens ao descê-lo ele tombou, porque estava muito encharcado”, relembrou. Conta quem anda nisto há muitos anos que, antigamente, o andor “era transportado por homens que vinham do Ultramar, que tinham promessas”. “Este andor era carregado só por pessoas com promessas, nem só do Ultramar” e, atualmente, “continua a haver pessoas que querem carregar por promessa”. No entanto, já estão definidos os homens que devem carregar o andor. Assim, explicou José Silva, “o que a gente faz é dizer: se você tem promessa ponha a mão no andor e a promessa fica cumprida, a não ser que haja um homem que lhe queira dar o lugar”. “É a fé e o orgulho de ser da Trofa” que os move ano após ano na arte de armar e decorar os andores. “Sentimos orgulho, porque este é um trabalho que já vem de muitos anos”, afirmou João Silva, que assume sentir-se satisfeito quando “as pessoas elogiam”. Uma arte que querem “passar de geração em geração”, adiantou João Silva, que já recebeu do pai e do tio os conhecimentos suficientes para dar continuidade à arte de fazer andores. José Silva, que quando era pequeno já acompanhava o irmão (João Silva), explicou que foi com ele que aprendeu “a trabalhar, passando de geração em geração”, acabando por ensinar o sobrinho, “que vai ensinar mais alguém”.

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