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Ano 2008

Selecçãomania

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  De quatro em quatro anos Portugal veste-se com as cores da bandeira, calça as chuteiras e enche-se de orgulho pela sua selecção.

 E por algumas horas esquece-se o aumento do preço dos combustíveis e dos bens alimentares, as paralisações, os protestos, os buzinões, subida das taxas de juro e o défice.

Sempre que se aproxima um jogo da nossa Selecção, o país entra literalmente em stand-by!

Vestimo-nos a preceito de vermelho e verde, colocamos as bandeiras nas janelas, nas varandas e até nos carros, reunimo-nos em frente ao ecrã em casa ou nos múltiplos lugares onde por esse país fora se montaram verdadeiros estádios e em êxtase cantamos o hino.

Nunca como agora se ouviu tanto o hino e nunca como agora tanta gente o sabe de cor e salteado.

Terminados os jogos saímos à rua emocionados e a esbanjar alegria.

Foi assim no Sábado quando vencemos à Turquia, foi assim na quarta-feira quando vencemos à Republica Checa e não foi tanto assim no domingo quando perdemos com a Suiça!

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De facto, é inegável o nosso gosto pelo futebol, pela Selecção e pela nossa pátria.

Embora a maior parte das vezes não o consigamos demonstrar, a verdade é que pelos menos de quatro em quatro anos o nosso orgulho em sermos portugueses vem ao de cima.

E sabe tão bem ver a nossa Selecção a ganhar!

Como ficamos orgulhosos com as fintas e os golos do Ronaldo, do Quaresma, do Deco, do Moutinho, do Pepe, do Nuno Gomes, do Simão….que maravilha!

Enchemos o ego e pelo menos no futebol somos dos melhores da Europa e até do mundo!

Confesso que também me emociono a cantar o hino e a ver a nossa Selecção, mas mais emocionada fico ao ver o entusiasmo dos nossos emigrantes na Suiça.

Saudados por milhares de portugueses à chegada à Suiça a Selecção fez-se à estrada para percorrer cerca de 130 Km, sempre acompanhados por mais de 1000 motards e portugueses nas bermas e nas pontes agitando bandeiras e cachecóis até Neuchâtel, casa da nossa Selecção.

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Sim casa, porque com tanto carinho, a nossa Selecção a jogar na Suiça esta definitivamente a jogar em casa tal é o apoio demonstrado.

E em Neuchâtel esperava-os um mar de portugueses radicados na Suiça e muitos outros vindos da França, do Luxemburgo e de Portugal.

Isto sim é amor à pátria, mesmo quando tiveram de a deixar em busca de uma vida melhor num país distante.

Que grande generosidade!

Quer seja nas saídas do hotel, quer seja nos treinos, quer seja nos jogos, os nossos emigrantes banham a nossa Selecção com muita alegria, euforia, garra e força para vencer, e que são sem duvida um grande estimulo para vencer o Euro 2008.

Os nossos emigrantes merecem esta vitória e merecem todo o nosso respeito, porque mesmo longe trazem sempre Portugal no coração e sabem demonstra-lo de uma forma inigualável.

Que o nosso orgulho em ser português não seja demonstrado só nos dias em que a Selecção joga mas todos os dias.

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Que o nosso autocarro movido a "Vontade de Vencer" chegue a Viena a 29 de Junho e que a vitoria seja dedicada a todos os portugueses espalhados por esse mundo fora.

 

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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