Idália Moniz, Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação visitou a APPACDM da Trofa, esta quarta-feira, para ver de perto o trabalho que está a ser desenvolvido na instituição. A governante salientou o que considerou serem "boas práticas de gestão", referindo-se ao trabalho desenvolvido na empresa de inserção onde trabalham vários jovens com necessidades especiais

   "É uma instituição com uma grande responsabilidade social e com uma grande preocupação na qualidade das respostas que dá aos utentes que a frequentam", afirmou a Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, depois de visitar a empresa da APPACDM-Pró-Ambiente, a residência, que ainda não está a funcionar, e a própria instituição.

Aproveitando as comemorações do Dia Mundial de Sensibilização sobre Autismo, Idália Moniz incluiu na sua agenda a visita à Trofa onde António Leitão, presidente da direcção da APPACDM da Trofa, a chamou a atenção para o facto de "a residência, financiada pelo estado, estar concluída e inaugurada há cinco anos, mas continua sem licença de utilização" afirmando que "faz falta aos nossos utentes. Apenas temos utilizado o rés-do-chão".

Idália Moniz garantiu que "só hoje tive conhecimento desta situação, mas tendo estas obras sido financiadas com dinheiros públicos e havendo necessidade de vagas residenciais e ocupacionais para as pessoas com deficiência, não faz sentido que esteja fechada. Portanto o meu pedido foi para que a Câmara Municipal se pudesse inteirar da situação, onde penso que há um entrave quanto à licença de utilização, detectar o problema e quais as diligências possíveis para desbloquear a situação", afirmou.

Segundo António Leitão, estas instalações serviriam para "os pais deixarem cá os filhos quinze dias de vez em quando, para poderem eles próprios descansar. Os pais já não são novos, a saúde também não é muita e os nossos utentes dão um pouco de trabalho. Por exemplo, no mês de Agosto, quando a Associação está fechada, as famílias recorrem a uma residência que a APPACDM do Porto tem para que os pais possam descansar", frisou. Esta residência foi também criada para "servir de retaguarda aos utentes da APPACDM que deixem de ter quem tome conta deles e possam vir para aqui para serem apoiados e acarinhados", reiterou o responsável.

Para além das actividades ocupacionais, a APPACDM da Trofa desenvolve ainda actividades numa empresa "amiga do ambiente". A Pró-Ambiente, é uma empresa de reciclagem criada pela instituição e de onde são retirados alguns benefícios económicos.

Idália Moniz considerou a iniciativa "louvável" visto que "para além de criar postos de trabalho, para além de ajudar o ambiente na Trofa e no país, cria condições para que a própria APPACDM não dependa exclusivamente dos acordos que tem com o Estado", acrescentou.

Satisfeito com a chegada inesperada da secretária de Estado da Reabilitação, António Leitão fez questão de frisar que "estas visitas são sempre agradáveis, pois podemos mostrar o que é que se faz na realidade sem preparação, porque se isto está limpo e composto, é porque há uma manutenção diária".