Savinor lançou a segunda fase do projeto “Rios” junto dos alunos de S. Romão de Coronado e pretende repetir o feito junto de outras escolas.

O projeto ‘Rios’ foi um desafio lançado pela Savinor, no ano letivo 2010/2011, a uma turma de 8º ano da Escola Básica 2/3 de S. Romão do Coronado. Depois de um trabalho profícuo, o grupo, agora no 9º ano, voltou a debruçar-se no projeto para desenvolver a segunda fase. Para isso, deslocaram-se até ao Rio Mamoa, no dia 6 de outubro, para fazerem a segunda monotorização da fauna e flora encontrada e para compararem as diferenças existentes para a primeira investigação, realizada em maio deste ano. E foram muitas, que o diga o aluno João Vasconcelos, que ficou boquiaberto com o facto de o rio estar seco e de já não existirem plantas nem animais. “Na primeira fase encontrámos animais, o rio a correr e várias espécies de plantas. Hoje já não temos o rio a correr, pois está entubado por causa das obras, animais só mesmo os insetos e as plantas aqui existentes são as que crescem ao abandono como, por exemplo, silvas”, afirmou. Para este jovem “a natureza cada vez está pior” e isso deve-se à intervenção humana.

O projeto está inserido no programa ambiental da Savinor que pretende, simultaneamente, promover uma campanha de “sensibilização junto da comunidade escolar” para demonstrar “o que está a acontecer com a nossa natureza e com os nossos recursos”, explicou Inês Nabais, responsável pelo departamento de marketing da empresa.

Face ao sucesso do projeto, a Savinor pretende dar seguimento com uma reedição, ainda este ano letivo, bem como levar a iniciativa a outros agrupamentos escolares. “Tencionámos chegar a outras escolas, porque o programa deste ano letivo não está totalmente fechado. Dado o sucesso que o projeto ‘Rios’ teve junto dos alunos da escola de S. Romão, a Savinor vai certamente fazer uma reedição com uma nova turma do 8º ano ainda este ano letivo”, asseverou.

A diretora de turma e professora de ciências da turma 9º D, Maria José Miller, considera que este trabalho é extremamente importante para os seus alunos e também para a escola “enquanto projeto que abraça a comunidade”. Para esta docente foi importante que os alunos se tivessem apercebido das alterações existentes em torno do rio para assim passarem a valorizar mais o meio ambiente. “É muito importante para que os alunos se possam aperceber da realidade envolvente, da necessidade de preservar este rio. Em maio, eles viram o rio e hoje aperceberam-se de uma outra realidade”, concluiu.

Maria José Miller alertou os alunos para a necessidade de “evitar a extinção do rio Mamoa”.

 

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