A primeira Assembleia de freguesia de S. Romão do Coronado de 2008 decorreu esta segunda-feira, 21 de Abril. A Capela da Ressurreição e a aprovação do protocolo de delegação de competências entre a Câmara Municipal da Trofa e a Junta de freguesia, estiveram em destaque.

   Depois de enumeradas as obras levadas a cabo pela Junta de Freguesia de S. Romão do Coronado, falou-se da mais significativa, em termos de estrutura e orçamento, a Capela Mortuária, que dá pelo nome de Casa da Ressurreição.

Apesar de ter sido uma obra custeada pela Junta e pela autarquia, receberam também ajudas de alguns romanenses, que Guilherme Ramos, presidente da Junta fez questão de lembrar: Manuel Teixeira Mendonça, Zacarias Tedim e Maria de Freitas, "são exemplos que devem ser seguidos, porque estamos a trabalhar para a freguesia", referiu o edil.

O nome Casa da Ressurreição e os artigos de arte sacra lá colocados são as únicas coisas a destoar. "Não acho que a Casa mortuária devesse ter um carácter religioso, porque é uma construção laica", alertou Joaquim Cruz, membro eleito pelo PS (Partido Socialista), referindo-se ao problema da utilização de símbolos religiosos (a palavra "Ressurreição", utilizada apenas nas religiões cristãs e as imagens de santos) numa construção que para o socialista "deve albergar todas as religiões".

"A Casa da Ressurreição está aberta a toda a gente", respondeu Guilherme Ramos, salientando que antes de utilizar o nome "tive o cuidado de consultar pessoas de outras religiões e que me disseram que não havia qualquer problema".

Já Armindo Maia, secretário da Mesa da Assembleia, descreveu a capela como "um orgulho para todos os vivos e não só".

Quanto ao protocolo de delegação de competências entre a Câmara Municipal da Trofa e a Junta de freguesia, o presidente da junta lembrou que este consiste numa cedência de verbas (cerca de 7.600 euros) por parte da autarquia, para pequenas obras de manutenção e limpezas na freguesia. "É com este dinheiros que podemos fazer as coisas", acrescentou.

Apesar da população romanense ter crescido, o valor cedido continua a ser o mesmo, desta forma os membros do PS consideram os "critérios injustos para S. Romão, porque a freguesia merecia um tratamento melhor por parte da câmara, face ao aumento demográfico da freguesia", afirmou Joaquim Pereira.

O presidente da Junta, lamentou a situação, visto que a freguesia "é a terceira maior em termos de população e está em quinto lugar quanto ao valor que lhe é atribuído", contudo "é uma luta que temos de manter para ver se algum dia melhora", frisou.

Para além de terem discutido a conta de gerência do ano de 2007 e o orçamento para o ano de 2008, os membros da assembleia recordaram o problema dos maus cheiros emitidos pela empresa Savinor.

Guilherme Ramos afirmou já ter estado em conversa com membros da administração da empresa que fizeram questão de colocar no edifício novos equipamentos de monitorização da qualidade do ar e que prometeram em Maio abrir as portas da fábrica de transformação de subprodutos de peixe, para que o presidente a pudesse visitar.

Fernando da Silva Dias, um romanense presente na assembleia fez questão de mostrar a sua indignação quanto aos meus cheiros que continuam a fazer-se sentir e exigiu "medidas que façam com que a administração cumpra o que foi estabelecido pelos técnicos e use equipamentos que acabem com os maus cheiros", concluiu.

Quanto ao assunto Guilherme Ramos rematou: "Quero acreditar que não se passe mais um verão como o passado".