Alunos das Escolas Básicas e Jardins-de-infância do Agrupamento de Coronado e Covelas elaboraram quatro árvores de Natal com recurso a materiais recicláveis. A EB1/JI de Fonteleite foi a vencedora do concurso.

Podem não ser as árvores mais caras e luxuosas, mas são com certeza as mais ecológicas. Os alunos das Escolas Básicas e Jardins-de-infância do Agrupamento de Coronado e Covelas aceitaram o desafio da empresa Savinor e construíram quatro árvores de Natal com recurso a materiais reciclados.

No dia 15 de Dezembro, no Pavilhão da EB 2/3 de S. Romão do Coronado, foram anunciados os vencedores do concurso e as escolas que participaram na iniciativa – EB1/JI de Querelêdo, EB1/JI de Casal, EB1/JI de Fonteleite e EB1/JI de Portela – não faltaram à chamada.

Depois da animação, estava na hora de receber os prémios. A Escola de Fonteleite ficou em primeiro lugar, enquanto a Escola de Querelêdo e as Escolas de Casal e Portela completaram o pódio respectivamente.

Beatriz Fernandes e Sofia Penides, ajudaram a construir a árvore vencedora e não cabiam em si de “contentes”. Questionadas, as alunas não tardaram a revelar o segredo para que a árvore fosse a escolhida: “Cápsulas de café, sacos de plástico, embalagens de leite e várias coisas”. “Uma tarde até à hora do lanche” foi o tempo que demorou a construir a obra de arte ecológica, com “a ajuda dos professores e auxiliares”.

Em segundo lugar ficou classificada a árvore da Escola de Querelêdo e de acordo com Joice Marques e Diogo Sousa esta foi “uma boa iniciativa”. Estes alunos deram uma nova vida aos copos de plástico que utilizam para beber água, às cápsulas de café, aos jornais e ao arame.

Esta tarefa de construir uma árvore de Natal na Escola de Casal “não foi nada difícil”. Quem o garante é João Ramos que, com a ajuda dos professores, construiu um belo exemplar com cartão, cápsulas de café e rolos de papel.

Não foi por serem mais pequenas que Inês Ferreira e Vera Francisca, do Jardim-de-infância de Portela, não concorreram a esta iniciativa da Savinor. Inês explicou, à sua maneira, quais foram os materiais utilizados para erguer a grande árvore: “’Capotes’ de leite, sacos de batatas e cápsulas de café”.

Alertadas para todos os procedimentos que ajudam a cuidar do meio ambiente, as crianças reconheceram a importância destas iniciativas e confessaram que a reciclagem também faz parte do seu dia-a-dia.

O “entusiasmo” de alunos, professores e funcionários deixou João Pedro Azevedo, presidente do Conselho de Administração da Savinor, satisfeito com a iniciativa. Quanto à avaliação das árvores de Natal, o responsável foi peremptório: “Para mim ficavam todas em primeiro lugar. Eu tive imensa dificuldade em escolher e acabei por ter que votar com a maioria, mas não consigo dizer qual é a mais bonita”. O objectivo da Savinor era também “sensibilizar para o cuidado com o ambiente” e transmitir que para a empresa “estas questões são importantes”. “Estamos empenhados em melhorar nesse domínio e continuamos a ter essa preocupação”, acrescentou.

O Agrupamento de Escolas de Coronado e Covelas é parceiro da Savinor nestas iniciativas e o director, José Magalhães, também se mostrou surpreendido com o resultado final do concurso. “Os projectos são todos excelentes e foi um bom trabalho de todos os alunos, professores e funcionários”, frisou.

Os alunos não foram embora sem receber do Pai Natal, um presente antecipado. Para além de rebuçados, receberam utensílios para fazer os trabalhos da escola e as quatro árvores impressas em postais.