Empresa Savinor entregou donativo à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa, que vai permitir adquirir parte do novo fardamento.

Num dia de “Energias Raras”, iniciativa que a EB 2/3 de S. Romão promoveu para a comunidade escolar, a Savinor, como parceira, fez questão de dar a conhecer a Associação Raríssimas, que apoia crianças com doenças raras. No entanto, o dia de quarta-feira, 13 de junho, não terminou sem que a empresa efetivasse mais um apoio. Desta vez, a contemplada foi a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa (AHBVT).

João Pedro Azevedo, administrador da Savinor, entregou um donativo que servirá para cobrir parte da necessidade de renovar os fardamentos dos elementos da corporação. Segundo Pedro Ortiga, presidente da associação humanitária, será possível “fardar uma dúzia de bombeiros com todo o equipamento imprescindível para o dia-a-dia de atuação”. “Temos um corpo efetivo de 120 voluntários, pelo que este donativo vai acautelar uma ínfima parte daquilo que é necessário, no entanto agradecemos à Savinor por este apoio, que é muito bem-vindo e que reconhecemos como muito importante”, complementou.

Apesar dos apoios que têm surgido por parte de beneméritos e empresas, a corporação de bombeiros continua a lutar para suprir as necessidades. Pedro Ortiga elencou, para além do que falta de novos fardamentos, “os equipamentos de segurança do edifício do quartel-sede” e “renovação da frota”. 

Para setembro está prevista a chegada de uma viatura de combate a incêndios, à qual a associação se candidatou através de fundos comunitários, através do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional). A candidatura previa que 70 por cento do valor da viatura seja financiada, enquanto os restantes 30 por cento foram assumidos pela autarquia da Trofa. “Contamos tê-la operacional e pronta a atuar em meados de setembro.

O processo é, burocraticamente, complexo porque envolve o apoio do QREN, mas a encomenda já está formalizada”, frisou. Em contexto de crise, as associações são as que mais sofrem com os cortes. Pedro Ortiga afiançou que os pedidos de apoio a particulares e empresas são recorrentes para fazer face ao programa de investimentos, “sob pena de perder a prontidão das respostas às solicitações”. “Estas dificuldades são cada vez mais agudizadas. Deixo o apelo para que as empresas e particulares nos apoiarem, com a garantia que os donativos repercutem-se sempre no que é o serviço à população, independentemente de quem esteja do outro lado”, sublinhou.

João Pedro Azevedo considera que “em tempos de crise, são as associações que mais precisam, pelo que a sociedade civil, dentro das suas limitações, deve procurar apoiar estas causas, que são justas”.

{fcomment}