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Ano 2008

Savinor em discussão na Assembleia de S. Romão

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Os maus cheiros provocados pela actividade da fábrica Savinor continuam a dar que falar. Na Assembleia de Freguesia de S. Romão do Coronado, os membros do PS reclamaram a "perda de qualidade de vida" da população e reivindicaram a visita às instalações da empresa.

   O novo slogan da empresa Savinor – "a cuidar do ambiente" – está a causar algum mal-estar na população romanense. Quem o diz são os elementos do Partido Socialista que em mais uma Assembleia de Freguesia de S. Romão do Coronado afirmaram que nos últimos dias, apesar de ter melhorado, o "cheiro continua insuportável".

Quem tocou na "ferida" foi Vítor Martins, membro do PS, que questionou o presidente da Junta, Guilherme Ramos, em que situação se encontra o assunto sobre a laboração da Savinor. Recentemente ficou delineado que a Assembleia promoveria uma visita às instalações da empresa para se inteirar das condições de trabalho da mesma. O edil romanense afirmou que a visita, apesar de ainda não ter dia marcado, "continua de pé", mas reconheceu que não podia fazer nada em relação à actividade da Savinor, lembrando o facto de "a empresa ter conseguido recolher milhares de assinaturas que tinham como objectivo conseguir colocar em funcionamento a unidade 3, apesar de esta não estar licenciada para laborar".

Joaquim Cruz, outro membro do PS, mostrou-se "desiludido" com os últimos acontecimentos relativos a este "imbróglio" e chegou a colocar em questão a validade das assinaturas, afirmando que "se são da população, então os romanenses são masoquistas". O socialista referiu ainda que não acredita em promessas, não vê "vontade da parte dos governantes para resolver o problema" e que S. Romão "está a perder qualidade de vida". O pedido para que "alguma coisa seja feita" surgiu quase em uníssono de toda a mesa, que também sugeriu a presença da comunicação social na visita dos membros da assembleia às instalações da Savinor.

Apesar de este ser um dos problemas que ainda não estão resolvidos, Guilherme Ramos colocou um "ponto final" no assunto que opunha S. Romão e o concelho de Santo Tirso, relativamente a um terreno de 20 mil metros quadrados, que o executivo tirsense reclamava posse. A Junta de Freguesia colocou a Câmara de Santo Tirso em tribunal, em Setembro de 2002, e acabou por vencer o processo judicial, tomando posse plena do prédio e efectuando a escritura na conservatória, no passado dia 25 de Junho.

No ponto da ordem do dia, o presidente da Junta propôs uma mudança no plano de actividades do ano 2008, para assumir o movimento das receitas resultantes das actividades do Trofa Comunidade de Aprendentes. "Como o TCA não é uma entidade jurídica solicitou a Junta para que pudesse receber a receita e depois permitir a saída do produto para remunerar os monitores. Não é mais do que o movimento da mesma verba, pelo que a Junta considerou que podia colaborar", explicou Guilherme Ramos. Colocada a votação, esta proposta teve cinco votos a favor do PSD e quatro abstenções, todas dos membros do Partido Socialista.

 

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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