Os maus cheiros provocados pela actividade da fábrica Savinor continuam a dar que falar. Na Assembleia de Freguesia de S. Romão do Coronado, os membros do PS reclamaram a "perda de qualidade de vida" da população e reivindicaram a visita às instalações da empresa.

   O novo slogan da empresa Savinor – "a cuidar do ambiente" – está a causar algum mal-estar na população romanense. Quem o diz são os elementos do Partido Socialista que em mais uma Assembleia de Freguesia de S. Romão do Coronado afirmaram que nos últimos dias, apesar de ter melhorado, o "cheiro continua insuportável".

Quem tocou na "ferida" foi Vítor Martins, membro do PS, que questionou o presidente da Junta, Guilherme Ramos, em que situação se encontra o assunto sobre a laboração da Savinor. Recentemente ficou delineado que a Assembleia promoveria uma visita às instalações da empresa para se inteirar das condições de trabalho da mesma. O edil romanense afirmou que a visita, apesar de ainda não ter dia marcado, "continua de pé", mas reconheceu que não podia fazer nada em relação à actividade da Savinor, lembrando o facto de "a empresa ter conseguido recolher milhares de assinaturas que tinham como objectivo conseguir colocar em funcionamento a unidade 3, apesar de esta não estar licenciada para laborar".

Joaquim Cruz, outro membro do PS, mostrou-se "desiludido" com os últimos acontecimentos relativos a este "imbróglio" e chegou a colocar em questão a validade das assinaturas, afirmando que "se são da população, então os romanenses são masoquistas". O socialista referiu ainda que não acredita em promessas, não vê "vontade da parte dos governantes para resolver o problema" e que S. Romão "está a perder qualidade de vida". O pedido para que "alguma coisa seja feita" surgiu quase em uníssono de toda a mesa, que também sugeriu a presença da comunicação social na visita dos membros da assembleia às instalações da Savinor.

Apesar de este ser um dos problemas que ainda não estão resolvidos, Guilherme Ramos colocou um "ponto final" no assunto que opunha S. Romão e o concelho de Santo Tirso, relativamente a um terreno de 20 mil metros quadrados, que o executivo tirsense reclamava posse. A Junta de Freguesia colocou a Câmara de Santo Tirso em tribunal, em Setembro de 2002, e acabou por vencer o processo judicial, tomando posse plena do prédio e efectuando a escritura na conservatória, no passado dia 25 de Junho.

No ponto da ordem do dia, o presidente da Junta propôs uma mudança no plano de actividades do ano 2008, para assumir o movimento das receitas resultantes das actividades do Trofa Comunidade de Aprendentes. "Como o TCA não é uma entidade jurídica solicitou a Junta para que pudesse receber a receita e depois permitir a saída do produto para remunerar os monitores. Não é mais do que o movimento da mesma verba, pelo que a Junta considerou que podia colaborar", explicou Guilherme Ramos. Colocada a votação, esta proposta teve cinco votos a favor do PSD e quatro abstenções, todas dos membros do Partido Socialista.