O Agrupamento de Escolas da Trofa promoveu, na sextafeira à noite, um Sarau Cultural para a encerrar a Semana da Leitura, aproveitando o momento solene para premiar os melhores alunos.

Foi numa cerimónia solene com música, dança e muita cor, que o Agrupamento Vertical de Escolas da Trofa comemorou o encerramento da Semana da Leitura. Os alunos das escolas, acompanhados pela Orquestra Ritmos Ligeiros, entoaram vários cânticos, sem esquecer de homenagear o rei da pop: Michael Jackson. Com o principal objetivo de reconhecer o mérito, o Agrupamento premiou os alunos, de todas as escolas, pertencentes aos quadros de valor e de excelência.

Para Paulino Macedo, diretor do Agrupamento da Trofa, este reconhecimento, além de ser bom para os alunos, serve de “modelo e exemplo para os restantes”. “As escolas não podem ter medo de distinguir a excelência, claro que os alunos que não estão nestes quadros também devem ser nossa preocupação, mas é com estes que temos que ir sempre um pouco mais à frente”, afirmou. Segundo Paulino Macedo, os alunos que estão nos quadros de valor foram distinguidos “pelo comportamento, pela solidariedade, pela ajuda dada aos colegas e professores”. “São os capitães de equipas que estão sempre presentes e que assumem a escola, como se fosse um compromisso. Podem não ser os melhores alunos da escola, isto é, podem ter dificuldades na aprendizagem, mas que no seu trato social se distinguem”, explicou.

Já nos quadros de excelência estão presentes os melhores alunos, “em termos de notas ou em termos de níveis”. Fazem parte deste quadro, todos os alunos que, durante os três períodos escolares, tenham obtido, nas várias disciplinas, nota cinco, distinguindo, desta forma, a aprendizagem dos alunos. Relativamente aos premiados do quadro de valor, são os professores, que em conselho de turma, propõem os alunos, tendo sempre que apresentar uma justificação. Para fazer parte deste quadro, o jovem, tem que se “distinguir em algo, mostrando evidências de iniciativa, solidariedade e de compromisso, para se validar neste quadro”, podendo ser mais do que um aluno por turma.

Cada um recebeu “um diploma personalizado e, dentro do embrulho, uma esferográfica e lapiseira, com a gravação do respetivo quadro”. Filipa Santos, da EB1 de Esprela, e José Couto, da EB1 da Lagoa, ficaram agradados pela distinção. Enquanto Filipa Santos estuda com uma semana de antecedência, José Santos afirma, timidamente, que não é de estudar muito, frisando que está sempre atento nas aulas. 

Diana Serra, que recebeu o prémio de melhor aluna do 9º ano, salientou que estes prémios são importantes, porque reconhecem “o mérito dos alunos que trabalham, se esforçam e estudam”. Para a jovem, o segredo para alcançar o sucesso é “estar atento nas aulas”. 

A novidade deste ano foi o Prémio Bial. Este é um prémio monetário, entregue aos nove alunos, de cada ano letivo, recomendados, em conselho de turma, pelo “compromisso, iniciativa, dedicação à escola e pelo intercâmbio que fazem da escola com as famílias”.

António Branco da Costa, diretor financeiro e representante da Bial junto das entidades oficiais da Trofa, faz parte do conselho-geral do Agrupamento Vertical de Escolas da Trofa, há cerca de três anos. Este ano, a Bial decidiu associar-se a esta iniciativa, distinguindo “não só os melhores alunos, mas também aqueles com boas práticas”, ou seja, “os que partilhem o seu conhecimento e a sua forma de estar, de uma forma positiva, com os seus colegas”. Cada aluno recebeu 200 euros. “Trata-se essencialmente de um valor simbólico, porque, para nós, o importante é distinguir não só o trabalho, o empenho e o sentido de comunidade dos alunos, mas, também, indiretamente os próprios pais. Nós achamos que é muito difícil, para não dizer que talvez será impossível, que existam bons alunos sem existirem bons pais”, asseverou António Branco da Costa. 

João Pereira, além de ter recebido o prémio de excelência, recebeu também o Prémio Bial, relativamente ao seu 7º ano. Um aluno de cinco a tudo, que sempre valorizou “a atenção nas aulas”, não precisando de estudar muito. Para João Pereira, que recebeu com orgulho este prémio, esta atribuição resulta “de um esforço e de um sacrifício muito grande, porque são muitas aulas e disciplinas”, frisando a importância de “saber melhor as bases”, para que não haja dificuldades no futuro.

Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa, estava satisfeita com a festa de encerramento da Semana da Leitura, pois denotou a “envolvência de todos os alunos na comunidade educativa”. Relativamente à iniciativa, a presidente fez um balanço positivo, considerando-a como uma mais-valia, pois “incute uma prática nos jovens e crianças para, que no futuro, mantenham a leitura”. “Sem ler, não se aprende, sem ler não há sabedoria”, declarou. A presidente aproveitou para felicitar todos os premiados da noite, pois “sem trabalho, dedicação e empenho”, não há resultados. Agradeceu e congratulou, ainda, a empresa Bial pela colaboração na comunidade educativa. “Os parabéns, porque percebe que sem conhecimento, não há formação e por estar a dar o seu contributo aos jovens e às crianças da Trofa”, realçou.

Nesta cerimónia houve ainda entrega de um diploma aos cinco alunos, que no ano anterior, leram o maior número de livros, entre 80 a 100 obras.

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