O plano estratégico para defesa da floresta de Santo Tirso foi aprovado. Este plano, elaborado pela Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios e apoiada pelo Gabinete Técnico florestal da Câmara Municipal de Santo Tirso, foi aprovado pelo Ministério da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, decorrerá entre 2007 e 2011, podendo ser ajustado nos próximos cinco anos.

 Este plano, de extrema importância para Castro Fernandes, presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, contará com a colaboração e envolvimento das três corporações de Bombeiros do concelho – AHBV de Santo Tirso, AHBV Tirsenses e AHBV de Vila das Aves, das Forças de Segurança – PSP e GNR, do Exército, da Polícia municipal, do Núcleo Florestal do Baixo Minho pelos Procuradores Florestais, do Núcleo do Baixo Minho da ASVA (Associação dos Silvicultores do Vale do Ave) e dos presidentes das juntas.castrofernandes.jpg

Segundo o edil, "o plano enquadra-se no planeamento florestal a nível nacional, no sistema de gestão territorial, no Plano Regional de Ordenamento Florestal do Baixo Minho – PROF, no Plano AGRIS 3.4 e o Fundo Florestal Permanente".

De forma a atingir objectivos gerais e específicos, o plano está dividido em cinco eixos estratégicos, organizados e hierarquizados em função do impacto esperado na resolução dos problemas: o primeiro, diz respeito ao aumento da resiliência do território aos incêndios florestais, o segundo à redução da incidência dos incêndios, o terceiro à melhoria da eficácia do ataque e da gestão dos incêndios, o quarto à recuperação e reabilitação dos ecossistemas e o quinto eixo, à adaptação de uma estrutura orgânica e funcional eficaz.

Outro dos problemas com que se deparam é a segurança das edificações, muitas vezes construídas em envolvências florestais, trata-se de um claro problema de falta de percepção dos proprietários, face ao perigo que correm perante um eventual incêndio. Irão assim, criar e manter faixas de gestão de combustível, com primazia para as zonas de maior vulnerabilidade aos incêndios florestais, nomeadamente, edifícios integrados em espaços rurais, aglomerados populacionais, polígonos e parques industriais, aterro sanitário, infra-estruturas e equipamentos de alta e muito alta tensão inseridos em espaços florestais. Pretendem ainda, desenvolver as redes de infra-estruturas, a rede viária e pontos de água, bem como a sinalização das infra-estruturas florestais.

O número elevado de incêndios, faz com que haja uma necessidade de combate e prevenção, mais eficaz, assim, com este projecto pretende-se diminuir a capacidade de desenvolvimento do fogo e acabar com os seus efeitos indesejáveis, actuando em duas vertentes principais, controlando as ignições e a sua propagação.

À semelhança do que havia já sido feito em anos anteriores, o concelho está dividido em áreas distintas, permitindo a intervenção de cada entidade, contam também com a participação da GNR, da PSP e da Polícia Municipal, garantindo assim, a vigilância de toda a área florestal, cerca de 49 por cento da área total do município.