A Assembleia de Freguesia de Santiago de Bougado aprovou, por unanimidade, um voto de descontentamento por ter a pior Casa Mortuária do concelho, sugerindo que autarquia inclua o projeto para o novo edifício no PPI ou então doe ou entregue o terreno pretendido à Junta.

“Estou atado de pés e mãos”. Foi desta forma que António Azevedo, presidente da Junta de Freguesia de Santiago de Bougado, se manifestou perante a intervenção de Ricardo Barros, elemento do CDS, sobre a indefinição da construção da Casa Mortuária. Na Assembleia de Freguesia, realizada na segunda-feira, o autarca garantiu que “é mentira” que a Junta já tenha terreno, contrariando as declarações da presidente da Câmara, Joana Lima, na reunião da Assembleia Municipal, a 29 de fevereiro, em que anunciou o desbloqueamento do processo com o proprietário do lote situado nas traseiras da Igreja Matriz.

António Azevedo afirmou que, “paulatinamente”, tem “enviado emails a perguntar se já há terreno ou não”. “Há cinco dias mandei mais um, a dizer que temos a pior casa mortuária do concelho e a pedir para que nos resolva o problema. Se me perguntaram se há má-fé da Câmara que não quer que construamos a Casa Mortuária, eu digo ‘nim’ porque não sei, mas os factos indiciam que, realmente, a Câmara não quer que construamos a Casa Mortuária”, acrescentou. O autarca relembrou que “em 2008, foi votado em assembleia municipal, por unanimidade, que aquele terreno era de interesse público municipal para aquele investimento”, porque “não há mais nenhum para construir”. António Azevedo frisou ainda “a luta” travada com o presidente do anterior executivo camarário, Bernardino Vasconcelos, e que culminou com a doação da autarquia de “sete lotes de terreno” que só “podem ser alienados para construir a Casa Mortuária”. Convencido de que “não há outra forma de o conseguir sozinho”, António Azevedo solicitou à assembleia que aprovasse um “voto de descontentamento” pelo facto de “em três anos nada estar resolvido”, sugerindo à autarquia que “ou coloque no PPI para 2013 a construção da Casa Mortuária ou então até outubro/novembro doe ou entregue o terreno à Junta”. 

Apesar de, inicialmente, discordar com o teor do voto, o PS acabou por aprová-lo, assim como os elementos do CDS e PSD. O assunto voltou à baila no período de intervenção do público, por iniciativa de Jerónimo Torres: “Sabem quais são as condições financeiras da Câmara e do País e estão a exigir numa altura em que não há aquilo com que se compra os melões e na altura das vacas gordas não se exigiu nada”.

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