Ricardo Ramos, natural de Covelas, é, desde 2009, o 1º fagote solista da Orquestra Gulbenkian. Depois de se ter licenciado, viajou para a Alemanha onde participou em diversos cursos de aperfeiçoamento e frequentou diversas orquestras.

Ricardo Ramos é um jovem de 27 anos, natural da freguesia de Covelas. É ele o 1º fagote solista da Orquestra Gulbenkian, em Lisboa, local onde vive atualmente, desde setembro de 2009. Além disso, é docente da disciplina de Fagote no Curso de Licenciatura em Música do Instituto Piaget/ISEIT Almada. Foi através da tia, formada em Educação Musical, que Ricardo Ramos teve o seu primeiro contacto com a música, visto que esta lhe ensinou órgão e piano em casa.

Com 12 anos, decidiu “fazer provas de admissão” na Escola Profissional Artística do Vale do Ave (Artave), tendo sido admitido em fagote. O primeiro contacto com este instrumento de sopro da secção de madeira foi “muito bom”, tendo a adaptação sido “mais rápida do que com outros instrumentos”. O músico covelense contou que iniciou os seus estudos musicais “em desvantagem em relação a outros colegas”, que já estudavam música desde os seis anos. Apesar disso, Ricardo Ramos salientou a importância dos professores que teve, que “sempre foram justos” consigo e sempre lhe disseram o que “tinha de ser trabalhado”.

Em 1997, com 15 anos, teve que decidir se “seguia a música ou optava por um curso normal”, já que o ensino secundário de uma escola profissional não dava candidatura à universidade para “outro curso”. Foi aí que decidiu seguir a música, tendo, em 2003, com 18 anos, frequentado a Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto (ESMAE) na classe do professor Hugues Kesteman. Durante estes três anos de licenciatura, Ricardo Ramos contou com o apoio da Câmara Municipal da Trofa, que lhe tinha concedido “uma bolsa de estudos”. A família desde cedo se habitou à ideia de Ricardo Ramos seguir a música como profissão, pois começou a “trabalhar bastante cedo” na área. Para que fosse possível concretizar o seu sonho, a família sempre o ajudou e “fez um grande esforço para isso”.

Com 25 anos, começou a estudar na Musikhochschule Lübeck (Alemanha), com o professor Pierre Martens, tendo terminado o diploma em 2010, ano em que fez “entrada para outro diploma”, que ainda não teve “tempo de acabar”.

Leia a reportagem completa na edição desta semana d’ O Notícias da Trofa, disponível num  quiosque perto de si ou por PDF.

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