S. Romão do Coronado manteve tradição e fiéis saíram à rua para participar na procissão em honra de Nossa Senhora de Fátima.

O percurso era longo – cerca de três quilómetros – e o calor era muito, mas mesmo assim, centenas de pessoas participaram na procissão em honra de Nossa Senhora de Fátima, que decorre anualmente no dia 13 de maio. Em S. Romão do Coronado, dezenas de crianças participaram na procissão envergando trajes de figuras bíblicas, como anjos e Nossa Senhora.

Daniel Almeida, sete anos, vestiu uma túnica azul de cetim, completada pelo adereço que mais gostou: “As asas brancas”. Enquanto os fiéis escutavam o sermão, na Capela de S. Bartolomeu, o pequeno Daniel descansava à sombra das árvores, antes de fazer o caminho de regresso até à Igreja Paroquial. Apesar de estar “muito calor” e do “cansaço”, Daniel Almeida gostou de participar na procissão. Também Ana Oliveira gostou de percorrer as ruas de S. Romão. Vestida de Nossa Senhora de Fátima, Ana reconheceu que era um traje “importante”, assim como o dia 13 de maio, já que “é o dia de Nossa Senhora, que foi quem teve Jesus”. A menina de dez anos vai fazer a Comunhão Solene em 2012, por isso este também pode ter sido o “último ano”, que participa na cerimónia religiosa.

 

Em S. Romão do Coronado, manda a tradição que os jovens façam a sua Profissão de Fé no dia 13 de maio. Este ano foram cerca de 40 os que renovaram as promessas de batismo e que incorporaram a procissão. “Já no meu tempo, a Comunhão Solene era feita neste dia”, recordou Paulo Brás, membro da Comissão de Festas em honra de Nossa Senhora de Fátima.

Apesar de não ser fim de semana nem feriado, milhares de pessoas participaram neste que é “o ponto alto das festas” ou assistiram nos passeios e nas bermas das estradas, procurando sombras que protegessem do calor. “O elevado número de pessoas não é surpresa. Estas são festas já antigas e, mesmo nos anos em que chove neste dia, há sempre muitos devotos de Nossa Senhora”, explicou o responsável da Comissão de Festas. O grupo conta com 18 elementos, todos pais e mães dos jovens que vão fazer a Comunhão Solene no ano seguinte. Paulo Brás já fez parte da Comissão por cinco vezes e garante que não é uma festa trabalhosa: “Quando se gosta e se está empenhado não dá muito trabalho”. “O que poderá ser mais complicado é o peditório, mas as pessoas normalmente são generosas”, acrescentou.

O orçamento para a realização das festas em honra de Nossa Senhora “é sempre na ordem dos oito mil euros”, uma vez que “não é uma romaria, mas sim uma festa religiosa”.

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