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Ano 2011

S. Romão celebrou dia de Nossa Senhora de Fátima (c/ vídeo)

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 S. Romão do Coronado manteve tradição e fiéis saíram à rua para participar na procissão em honra de Nossa Senhora de Fátima.

O percurso era longo – cerca de três quilómetros – e o calor era muito, mas mesmo assim, centenas de pessoas participaram na procissão em honra de Nossa Senhora de Fátima, que decorre anualmente no dia 13 de maio. Em S. Romão do Coronado, dezenas de crianças participaram na procissão envergando trajes de figuras bíblicas, como anjos e Nossa Senhora.

Daniel Almeida, sete anos, vestiu uma túnica azul de cetim, completada pelo adereço que mais gostou: “As asas brancas”. Enquanto os fiéis escutavam o sermão, na Capela de S. Bartolomeu, o pequeno Daniel descansava à sombra das árvores, antes de fazer o caminho de regresso até à Igreja Paroquial. Apesar de estar “muito calor” e do “cansaço”, Daniel Almeida gostou de participar na procissão. Também Ana Oliveira gostou de percorrer as ruas de S. Romão. Vestida de Nossa Senhora de Fátima, Ana reconheceu que era um traje “importante”, assim como o dia 13 de maio, já que “é o dia de Nossa Senhora, que foi quem teve Jesus”. A menina de dez anos vai fazer a Comunhão Solene em 2012, por isso este também pode ter sido o “último ano”, que participa na cerimónia religiosa.

 

Em S. Romão do Coronado, manda a tradição que os jovens façam a sua Profissão de Fé no dia 13 de maio. Este ano foram cerca de 40 os que renovaram as promessas de batismo e que incorporaram a procissão. “Já no meu tempo, a Comunhão Solene era feita neste dia”, recordou Paulo Brás, membro da Comissão de Festas em honra de Nossa Senhora de Fátima.

Apesar de não ser fim de semana nem feriado, milhares de pessoas participaram neste que é “o ponto alto das festas” ou assistiram nos passeios e nas bermas das estradas, procurando sombras que protegessem do calor. “O elevado número de pessoas não é surpresa. Estas são festas já antigas e, mesmo nos anos em que chove neste dia, há sempre muitos devotos de Nossa Senhora”, explicou o responsável da Comissão de Festas. O grupo conta com 18 elementos, todos pais e mães dos jovens que vão fazer a Comunhão Solene no ano seguinte. Paulo Brás já fez parte da Comissão por cinco vezes e garante que não é uma festa trabalhosa: “Quando se gosta e se está empenhado não dá muito trabalho”. “O que poderá ser mais complicado é o peditório, mas as pessoas normalmente são generosas”, acrescentou.

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O orçamento para a realização das festas em honra de Nossa Senhora “é sempre na ordem dos oito mil euros”, uma vez que “não é uma romaria, mas sim uma festa religiosa”.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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