Os dois dias de festa encheram a aldeia de Paradela de foliões que festejaram o S. Pedro. A tasquinha da associação dos moradores, a cascata, os concertos e o fogo de artifício animaram a aldeia de S. Martinho de Bougado.

   "Ouviam-se muitas pessoas dizerem que esta é a segunda maior festa na freguesia de S. Martinho de Bougado, depois da Festa em honra de Nossa Senhora das Dores. Eu fiquei satisfeito como é óbvio, é um bom elogio para a associação", afirmou José Ferreira, presidente da Associação Recreativa de Paradela, à margem das festas de S. Pedro realizadas pelos moradores da aldeia.

No passado fim-de-semana, a aldeia de Paradela festejou o santo popular S. Pedro. A festa que começou há cerca de 17 anos atrás numa rua da aldeia, entre uns amigos, é já conhecida e atrai cada vez mais pessoas. "Posso dizer que foi um dos melhores anos das festas de S. Pedro em Paradela. Nos dois dias de festa, os conjuntos que actuaram foram um sucesso e o tempo também ajudou muito, por isso atrevo-me a dizer que nunca vi tanta gente, na aldeia de Paradela, na praça como no sábado principalmente", confessou o responsável.

A tasquinha da associação dos moradores, a cascata de S. Pedro, os concertos e o fogo de artifício animaram a aldeia que pertence à freguesia de S. Martinho de Bougado.

O programa "cada vez mais elaborado" trouxe este ano duas atracções musicais que marcaram os dois dias de festa. "Nós tentamos ter dois dias diferentes, primeiro tivemos na sexta-feira o Jessé, que é um cantor que passa em muitas rádios e já é conhecido. As pessoas gostaram muito, porque é um tipo de música mais calma e diferente. Já no sábado tivemos o grupo Nova Imagem, mais animado, foi mais para as pessoas poderem dançar, com música popular", frisou José Ferreira.

A organização da festa compensa quando a associação vê o divertimento e a satisfação das pessoas, como referiu o presidente da associação: "Eu nunca via pessoas a dançar no S. Pedro de Paradela e este ano vi muita gente a dançar, nota-se por aí que os grupos agradaram e divertiram as pessoas".

Contudo o trabalho distribuído por cerca de 50 moradores da aldeia, "não é fácil", e uma das coisas que mais trabalho dá "é montar o restaurante, embora fique bonito, o material é muito pesado e é difícil de montar porque a rua é a descer", disse o presidente, que para o ano está já a pensar "mudar o sítio e por o restaurante no ringue das escolas, onde o sítio é nivelado. Mas durante o ano ainda vamos ouvir mais opiniões".

O dinheiro angariado durante a festa é que "é pouco. Embora tenha tido muita gente, a nossa margem de lucro não é muita", afirmou o responsável, que contou ao NT que depois de pagar o fogo de artifício, os cantores e todas as despesas da festa, o lucro serve "para ajudar nas actividades da associação e os jovens nas diferentes modalidades".

José Ferreira agradeceu ainda "a todas as pessoas que nos ajudaram, não só as da aldeia de Paradela, mas também as pessoas de fora, os patrocinadores e as pessoas que ajudaram na associação".

Isabel Moreira Pereira