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Ano 2011

Rui Silva está “surpreendido e preocupado”

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Depois de ter anunciado que não se recandidata à presidência da direção do Trofense, Rui Silva falou com o NT para mostrar preocupação com o futuro do clube e surpresa perante a demissão do presidente da Assembleia-geral, Armando Dias.

O Notícias da Trofa (NT): Com a sua saída não sente que ficou mal-amado pelos sócios?
Rui Silva (RS):
No universo Trofense, não existe apenas o sócio Rui Silva com condições necessárias para ser presidente do clube. Nem ninguém pode exigir mais de mim e da minha família, pois nos últimos 15 anos demos muito ao Trofense e ninguém pode ter o atrevimento de beliscar ou minimizar tanta dedicação. Eu sou o principal credor do clube. Tenho 95 por cento dos créditos e ainda ninguém me viu criar qualquer dificuldade ou exigência aos futuros dirigentes. O clube tem atualmente um volume de custos muito acessível para uma direção minimamente preparada. O orçamento de todo o futebol tem um valor global perfeitamente normal para a II Liga. O emagrecimento financeiro que fizemos nos últimos anos foi muito grande e atualmente uma direção minimamente competente pode gerir o clube sem grandes dificuldades.

NT: Por que é que não compareceu a nenhuma das assembleias no fim da época?

RS: Uma das razões é exatamente para que todos entendam que o futuro do Trofense não passa pelo Rui Silva como dirigente. Os sócios do clube têm que perceber que chegou o momento de entre eles escolherem um novo presidente. Quero que todos os sócios percebam que agora é apenas com eles que o Trofense deve caminhar no futuro próximo. Este é o momento de cada sócio assumir as suas responsabilidades. Eu vou continuar a assumir as minhas responsabilidades pessoais, ao contrário do Presidente da Assembleia-geral, que fugiu às suas responsabilidades pessoais e institucionais.

NT: Como é que analisa a demissão de Armando Dias?

RS: Estou muito preocupado com o futuro imediato do CD Trofense. Acho um ato da máxima irresponsabilidade esta surpreendente demissão do Presidente da Assembleia-geral. Acho eu e devem achar todos os sócios do Trofense. Como é possível que tenha dirigido a última Assembleia-geral horas depois de ter enviado uma carta de demissão ao presidente do Conselho Fiscal e não tenha comunicado que já se tinha demitido aos sócios na Assembleia, nem a nenhum membro dos órgãos sociais. Como foi possível ter dirigido uma Assembleia-geral tão importante numa situação de demissionário? Pior ainda, anunciou aos sócios na Assembleia ter a situação sob controlo e ter soluções para o futuro. Num momento tão delicado na vida do clube, esta fuga do Presidente da Assembleia-geral é um ato total de deslealdade e falta de respeito pelo Trofense e por todos os sócios do clube. Então ele não é por definição o representante máximo dos sócios? Acho que é mesmo inédito no futebol português. Fomos todos surpreendidos. Eu nem queria acreditar.

 

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NT: Alguns sócios estão preocupados com a situação financeira do clube…

RS: Qualquer sócio do Trofense que acompanhe a vida do clube e esteja presente regularmente nas Assembleias tem conhecimento das contas do clube, porque tudo é muito transparente e oficialmente fiscalizado. Estranho é que até ao momento, ninguém devidamente referenciado tenha vindo ter comigo ou com o diretor da área financeira para tomar conhecimento sobre as contas com o objetivo de se candidatar à direção do clube. Isso é preocupante.

NT: Enquanto não se resolve o impasse diretivo, o que é que está a ser feito para preparar a próxima época?

RS: Não tem qualquer sentido ser quem sai (a minha direção) a preparar a próxima época para quem entra. Deixo uma herança bem positiva quer em termos da base do plantel, quer em termos orçamentais. O clube está hoje muito mais estruturado e dimensionado que outrora.

Não podemos esquecer-nos que, oficialmente, a época começa daqui a 20 dias. A minha direção está unicamente a fazer a gestão corrente e a deixar a casa bem arrumada. Temos até tudo pronto para fazer a inscrição da equipa e os pagamentos em dia, mas não faz sentido que fossemos nós a fazer o plantel, escolher o treinador e a preparar a próxima época para depois vir outra direção gerir o clube. Não podemos escolher e decidir pelos nossos sucessores.

NT: O que é que espera para o futuro do clube?

RS: Espero e desejo que tudo fique resolvido na próxima Assembleia. É nestes momentos que os trofenses se devem unir para encontrar uma boa solução para o clube. Eu como sócio, como ex- presidente e como maior credor do clube, estou totalmente disponível para facilitar a entrada dos novos dirigentes

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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