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Ano 2008

Rua da Gabriela inflama Assembleia de Covelas

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As obras na Rua da Gabriela, a alteração do nome do Ribeiro que nasce em Covelas e o crescimento do aterro sanitário do Baixo Ave, foram alguns dos problemas assembleia-covelas-(4).jpgdiscutidos pelos covelenses. A Assembleia de Freguesia decorreu na passada quinta-feira, com o assunto da Rua da Gabriela a dominar a reunião.

Em Covelas, a Rua da Gabriela “está e não está”. As obras, a cargo da Junta de Freguesia, nesta rua que já se encontra em mau estado há mais de um ano começaram e foram colocados tubos, feitas as sarjetas e colocada a vedação “até ao terreno do Sr. Maia, como ficou combinado”, afirmou Fernando Moreira, presidente da Junta de Freguesia que não deixou de levantar a questão: “Queriam que eu fizesse um muro desde a casa do Senhor Maia até à estrada da Trofa. Mas lá nunca existiu muro, por alma de quem é que eu o vou fazer?”.

Na origem deste problema está, segundo Fernando Moreira, o facto de “o Sr. Maia exigir a construção de um muro que nunca existiu”. O caso está em tribunal, numa acção que opõe a Junta de Freguesia e o Sr. Maia, proprietário de terrenos adjacentes à referida rua e pai do membro do Partido Socialista na Assembleia de Freguesia, Paulo Maia, no qual a Junta acusa o ” de apropriação de caminhos públicos. Caminhos estes que são utilizados para a passagem de máquinas agrícolas, para cultivo dos campos que pertencem à família Maia, e segundo o processo apresentado pela Junta de freguesia também para a circulação de pessoas e veículos motorizados, não sendo por isso de uso exclusivo desta família”.

Com os ânimos exaltados, Fernando Moreira acusou Paulo Maia de querer “embrulhar” a Junta em benefício próprio, ou seja, construir o muro que separa os terrenos da família, da Rua da Gabriela. Para Paulo Maia e também Domingos Faria, membros do PS na Assembleia de Freguesia, estas acusações “carecem de fundamento”, acrescentando que “o presidente da Junta fez passar a mensagem na freguesia de que o Sr. Maia era um criminoso”. “Por estes e outros motivos”, para os membros socialistas, Fernando Moreira “não merece credibilidade nenhuma”, concluíram.

A reunião ficou marcada por este tema, discutido várias vezes ao longo da noite, mas outros foram referidos.

O aterro sanitário do Baixo Ave, que “está a aumentar”, é também motivo de preocupação por parte dos membros do partido socialista, que consideraram “gravíssimos os exageros que se estão a cometer”, frisando já a probabilidade de “infiltrações nos lençóis freáticos”. Este aterro foi construído há vários anos, na fronteira de Santo Tirso com a Trofa, para servir os concelhos que fazem parte da AMAVE – Associação de Municípios do Vale do Ave, um deles é a Trofa.

Quanto a este assunto Fernando Moreira foi peremptório: “Não posso interferir nos assuntos de outra freguesia e de outro concelho que é Santo Tirso”. Reconhecendo que o problema da instalação do aterro afecta os covelenses, o presidente da Junta garantiu que não concorda “com a altura do aterro” e que já fez “queixa ao vereador do Ambiente da Câmara”.

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Domingos Faria e Paulo Maia apresentaram ainda outro requerimento onde pediram “uma tomada de posição” da Junta de Freguesia quanto à “alteração do nome do Rio Trofa para Rio de Covelas”. Os membros da Assembleia acreditam que o “verdadeiro nome” sempre foi Rio de Covelas e por isso pediram a colocação de uma placa na ponte da Autoestrada 3 de Rio de Covelas. Argumentaram ainda que até 1997 no registo feito na IGAL – Inspecção Geral da Administração Local constava o nome Ribeira de Covelas. Relativamente a esta definição Fernando Moreira adiantou que “conseguia mudar o nome para Ribeira de Covelas e não para Rio de Covelas”, no entanto, este processo torna-se “complicado enquanto os limites territoriais não estiverem definidos”.

A situação da construção da sede da Junta de Freguesia também foi mencionada: “O projecto está a ser feito e penso mandar tudo para concurso este ano”, afirmou o edil, garantindo que assim que estiver concluído, “o projecto vai ser apresentado em Assembleia”. Fernando Moreira adiantou ainda que a Junta de Freguesia vai “contratar um funcionário a meio tempo, para secretariar a Junta”. O concurso para a ocupação do lugar “será apresentado entretanto”.

Terminados os assuntos que constavam da ordem do dia, foi aberto o período de intervenção do público, onde Cipriano Pereira da Silva questionou o presidente da Junta quanto à posse do terreno onde está a Igreja. Conhecendo a situação, Fernando Moreira desconhece o proprietário: “O terreno onde está a igreja chama-se Bouça da Freguesia, mas não consta um número nas Finanças”, daí deduzir-se que é baldio. No entanto Fernando Moreira concorda com a doação do terreno à Comissão de Fábrica da Igreja, ou então “fica em nome da freguesia, do Bispo é que não, que ele já é muito rico”, afirmou, acrescentando que a “situação” terá de ser investigada junto da Comissão de Baldios da freguesia.

Isabel Moreira Pereira

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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